30 de janeiro de 2010

CRIME AMBIENTAL!


Li nos jornais de hoje – 30 de janeiro – a notícia da apreensão de uma quantidade imensa de muçuãns, num restaurante aqui em Belém. A matéria do jornal O Liberal diz:

“Ibama autua restaurante de Belém por crime ambiental”

Uma equipe de analistas ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu, no início da tarde de ontem, muçuãs e tartarugas da Amazônia que estavam sendo comercializados ilegalmente no restaurante Beto Grill, em Belém. Foram apreendidas 52 carcaças de muçuã, duas carcaças de tartaruga da Amazônia e 42 casquinhos (carapaças) de muçuã. O proprietário do restaurante foi autuado em flagrante e, em seguida, encaminhado para a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), onde prestou depoimento. O proprietário do estabelecimento foi, ainda, multado em R$ 57 mil.O Ibama recebeu denúncias de que a carne dos animais estaria sendo vendida ilegalmente no estabelecimento e que, além da comercialização ilegal, a carne desses animais não possuía nenhuma inspeção sanitária.

Crime ambiental. Até parece que é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece por aqui nessa terra pai d’égua. Fui à Cotijuba dia desses e uma amiga me confessou que havia, em Icoaraci, um restaurante que comercializava a casquinha de muçuã. Me contou que era uma delícia a carne do bichinho e eu fui lá pra confirir. Pois bem, era (é) verdade, o bichano não consta no cardápio por conta da ilegalidade, já que a espécie está em extinção, mas uma conversa aos ouvidos do garçon e, PRONTO, a casquinha está na mesa. Digo porque comi e aprovei, muçuã na casquinha é TUDO DE BOM PONTO COM. Uma delícia!!! O custo que não é assim tão bonito...R$ 25 por casquinha - e nem adianta pedir desconto porque o garçon já tem a resposta na ponta da língua: “Quer isso freguês, o bicho é raro na Amazônia, dá pra vender mais barato não!”. UM ABSURDO!
Não voltei mais lá, porém confesso que provei, paguei e gostei. Eu e essa minha mania de bater fotos comendo...foi assim que fotografei o crime. Tá aí a foto pra provar a irregularridade. A casquinha do bicho, a carcaça, eu trouxe pra casa, enfeita a minha prateleira da estante. Motivo? O dia que não tivermos mais a tartaruguinha na floresta, posso mostrar como ela era para os meus netos, eles vão se impressionar!

E POR FALAR EM CRIME AMBIENTAL...


Estive por esses dias no Restaurante "O Dedão", aqui em Belém, na Duque,pra comer um caranguejo, que, não sei se sabem, é o meu prato predileto, e lembrei, já dentro do ambiente, que a venda do crustáceo estava proibida devido ao período de defeso. O Ibama do Pará definiu os três períodos de defeso do caranguejo-uçá que ocorrerá de 25 a 29 de janeiro, de 23 a 27 de fevereiro e de 23 a 27 de março. Nestes períodos, serão proibidos a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização desses espécimes vivos, cujos estoques não tenham sido previamente declarados ao órgão ambiental. A proibição alcançará, também, as partes isoladas do crustáceo (quelas, pinças, patas ou garras), e abrangerá todo o Estado do Pará. O defeso serve para proteger a época da “andada” dos caranguejos, período reprodutivo em que os machos e as fêmeas saem das tocas e andam pelo manguezal para o “namoro”, ou seja, o acasalamento e produção de ovos. Mas...como o Pará também é Brasil e em nosso país o jeitinho tupiniquim de resolver as coisas sempre despreza as considerações da legalidade, o cardápio estava sem qualquer alteração. Aliás, retifico, única alteração no cardápio foi o preço da pedida, a unidade do bichano estava custando R$ 5,50 cada e R$ 10 a casquinha com a espécie desfiada já pronta no ponto de comer – o que também está proibido pela Defesa Sanitária desde o escândalo da divulgação de que as pessoas que faziam a retirada da carne do caranguejo, fazia o serviço com a boca e que, na verdade, a nossa carne desfiada do bichinho, tinha cuspe como caldo. CREDO! Armazenar o caranguejo podia segundo a lei, mas há algo de errado nisso tudo. Sei não. A deficiência está gritante porque temos leis mas não fazemos a fiscalização...esse é o grande problema!

Junia Pupunha...A Joana Vieira


É de um aluno a pergunta curiosa sobre o meu apelido JUNIA PUPUNHA. Ele quer saber de onde veio a ideia de me chamarem assim. Bom, quem leu meu último livro, "Maria de Moura, a mulher que passou do céu", já deve saber o motivo, mas vou divulgar aqui porque acho que realmente vocês vão gostar. É que eu nasci assim, bem colada com um de meus irmãos, o Júnior. Minha mãe teve muitos filhos -13- e engravidou sucessivamente várias vezes e, como éramos pequeninos ainda quando o outro chegava dando o ar de sua graça, acabávamos nos apegando ao irmão anterior. No meu caso, o felizardo foi o Junior, meu irmaozão do peito. Ele é um ano mais velho que eu e me adotou como companheira. Sempre, pra tudo, o Junior me levava. Tinha gente que até pensava que éramos gêmeos. Aí, já viram, né? Por onde passávamos o povo dizia: “Lá vai o Junior e a Junia”. Um vizinho da mamãe dizia que nós éramos o Zip e o Zap, os palhaços iguais da turma do Balão Mágico. Outro vizinho nosso, o seu Pitonho, me chamava de MAIO, porque dizia que eu vivia colado no JUNHO. UMA PIADA!!!! E assim ficou. No 47, ninguém me conhece por Joana e até a mamãe se confunde quando alguém pergunta. Lembro que a primeira vez que o IMPACTO me pôs num comercial televisivo, eu apareci falando na TV e abaixo de mim a legenda com o meu nome. A galera lá de Santa Luzia foi na casa da mamãe dizer:”Dona Maria, tem uma moça num comercial que é a cara da Junia, mas a cara mesmo, impressionante, se o nome dela não fosse Joana Vieira, eu diria que era a sua filha!” KKKKKK. UMA PIADA! Mas a mamãe não tem muita moral também não, certo dia, quando eu vim fazer cursinho aqui na Capital pela primeira vez, fiz amizade na escola e quando as minhas amigas ligavam perguntando pela Joana, a mamãe dizia que era engano. KKKKKK. Muito engraçado! Mas foi na escola Florentina que eu ganhei o apelido de pupunha. O motivo foi que eu levava pupunha para o lanche e comia no recreio com café que eu ia pedir na secretaria, aí, a Thaisa e a Cassiana que não eram gente, começaram a encarnar. Ficou e pegou. Assim, a galera inventou a ideia de rimar as coisa: Junia pupunha! Hoje, aqui na Capital, sou a Joana Vieira, e nas apostilas de trabalho o nome que é divulgado é o da certidão. Porém, quando saio de sala, sou a Junia, moleca, doida, engraçada, a JUNIA DO SEU FELICIANO, luziense com muito orgulho!

Aos que lerem o blog, só pra terem uma ideia, quando fui lançar o meu segundo livro no 47, a prefeitura Municipal, em nome do Prefeito Lourival Fernandes, pôs um Outdoor na entrada do lugar em minha homenagem. Meu Nome, confira na imagem: Junia do Feliciano. Fiquei emocionada. Valeu gente. Obrigada Louro, obrigada Gedson, obrigada Aila.

Chá de bebê da Thaisa



Foi TUDO DE BOM PONTO COM a festança em comemoração à chegada da Ana Luísa, a mais nova cria da minha amiga Thaisa, cidadã luziense. A Thaisa está uma fofura grávida e, na festa, esbanjou sorrisos e felicidade. A família estava toda por lá, inclusive a dona Albertina, mãe da Tatá. Eu fui e adorei a comilança.
Deus te abençoe, amiga!PARABÉNS!

AI, MEU DEUS!!!


Fiquei um pouco sozinha hoje por conta de um horário vago na Unidade da Alcindo Cacela e estive pensando que às vezes é necessário tempo para fazer algumas análises. Analisar o que andamos fazendo de bom e de ruim, de certo ou errado. Lembrei do dever que é ser mãe e da falta de tempo que me impede de ter sido uma genitora, assim, com tanto afinco. Minha filha tem onze anos e eu pouco convivi com os seus problemas. O pouco de tempo que me resta passamos no shopping, num igarapé, numa lanchonete ou mesmo fazendo algumas viagens. Risos, passeios e dinheiro não significam tempo. Só agora eu percebi. É preciso tempo pra falar. É preciso espaço pra conversar. Afago e carinho pra desabafar. Fico com ela o tempo que tenho mas não conversamos ainda. Sei que ela já está mudando pelo jeito como tem se comportado, pelas coisas que hoje trazemos do supermercado e pela quantidade de shampoos que temos no banheiro. Dia desses no Formosa, ela me convidou para irmos até a prateleira onde encontramos absorvente e eu fiquei assustada: “Mas minha filha, pra que absorvente?”. “Mãe, eu já tenho onze anos, logo logo vou virar mocinha!”. Eu não soube o que dizer mas tomei uma coca cola de 600ml num gole só. Fiquei engasgada. Quase me afoguei naquele líquido preto e gelado. Outro dia, na Big Bem, enquanto comprávamos pra ela um celular com Mp3, touchscreen, Bluetooth, rádio FM, câmera digital e memória interna – vejam só – ela me convenceu que precisava de um estojo de maquiagem. Fiquei completamente sem reação diante daquele batom cremoso e com o blouch que nem eu sei pra quê que serve. Não muitos dias, ela me pediu pra comprar um prestobarba da Gilletti, o depilador, eu me recusei, neguei o pedido, fingi que não tinha ouvido e ergui a cabeça seguindo em frente. E ela me pegou de jeito mais uma vez: estávamos no sofá assistindo à novela Viver a vida quando ela disse: “Ficou firmeichon, a minha perna!”. Eu olhei e ela havia cortado os pelos com a tesoura. Arregalei os olhos, encarei a Mayara muda e engoli saliva até me acalmar. No domingo, na comemoração do seu aniversário, ela chorou pedindo um roupão de presente. “Pra que roupão, minha filha, já estás inventando coisa!”. “Eu preciso cobrir o meu corpo dos olhos desses homens tarados, mãe!”, ela retrucou. Estou perplexa. Minha filha cresceu. Não usa mais aqueles sapatos da Xuxa que vem com brinde, não quer mais camiseta com estampas da Pucca nem da Hello Kitt, tem um Orkut, criou um MSN, é fã da Beyonce e da Rihanna, usa desodorante rolon, se recusou a assistir ‘Xuxa e o mistério da feiurinha”, achou uma droga Avatar, adora i-Carli, e só quer dormir depois das dez. Lembro do dia em que fomos à Feira do Livro. Nos anos anteriores a 2009, ela ganhava 50 reais e saía feliz da vida para comprar revistinhas em quadrinhos, voltava cheia de treco e revista, com troco e toda satisfeita. Este ano, ela saiu devagar por entre os stands, voltou sem nenhum livro dizendo que 50 reais era pouco e que a feira não estava lá essa coca cola. Dei mais dez reais e ela voltou sem muitos comentários. Depois de meia hora chegou com uma única sacola onde guardava os três livros comprados: “Fala sério, mãe!”, “Contar, apontar, CRESCER!” e “Papos que rolam nos blogs”, eram os títulos dos livros. Quase que eu caio. Me faltou fôlego e ar. Ali, enquanto encostava numa coluna da SOMENSI, eu senti pela primeira vez que eu iria sofrer as conseqüências de ter tido uma filha e como seriam os meus dias com uma adolescente em casa. Ela cresceu. Está grande e agora as revistinhas e almanaques só os da Monica Jovem. Estou surpresa. Paralisada. Ela está mocinha e os presentes do aniversário me mostraram isso, de todos os embrulhos, nenhum brinquedo se atreveu a vir. Não é a toa que este ano ela me pediu que o niver fosse comemorado num clube e que ela mesma faria a lista de convidados e que “pelo amor de Deus” eu não fizesse ela passar vergonha diante da turma da escola. Um domingo desses aí ela me pegou na bucha: “Mãe, quero dinheiro pro corte da cabeleira, vou mandar fazer um franjão!”. Meu mundo caiu! Fomos fazer a lista de material escolar e ela se recusou a trazer tinta guache. “Mãe, alôô!”. Eu achei bonita a camiseta na vitrine: “Linda, Karen, aquela roxa”, “Lilás, mâe, lilás!”. Chamei a atenção para a maquiagem transparente de areia brilhante e ela: “Gliter mãe, gliter! “Olha, minha filha, aquela blusa tomara que caia!” “Bore, mãe, aquilo é um bore!”. Ai, Meu Jesus Cristinho. Eu quero morrer! Estou entrando em pânico com esse negócio de modernidade e adolescência. Uma noite dessas sonhei com a Karem chegando e trazendo pelo braço aquele coleguinha da escola, um menino magrelo, com a calça lá embaixo, o cós da cueca box aparecendo, o cinto fora do lugar, meio caído por cima da calça com a fivela de lado, camiseta com estampa de uma caveira ou um grupo de roqueiro, pulseiras de couro entrançado, tatuagem de uma fênix no braço direito, uns pircens de aço no nariz, na orelha e nos lábios, sobrancelha tirada a pince e o cabelo literalmente arrepiado, repicado e com muito gel...os dois sorrindo e ela dizendo: “Meu amigo, mãe!”, e ele pulando e rindo olhando para trás: “Valeu, sogrona!”. Eu mesma me mordi e acordei à força. Até num sonho eu queria morrer. Minha filha cresceu e vai deixar de brincar com a sua coleção de barbies e eu, acho mesmo que, daqui a mais uns anos, eu vou recorrer a uma ponte de safena! kkkkk

29 de janeiro de 2010

E, POR FALAR EM CAPITÃO POÇO....


Não tenho dúvidas de que, quando a ORLA DO NOSSO CAETÉ estiver pronta, seremos um bom lugar a ser visitado dentre tantas opções no estado. Primeiro porque, pela ousadia e infra estrutura da obra, o lugar vai ficar lindo e, por isso, chamará a atenção dos que passarem na BR 316. Segundo porque o RIO CAETÉ já é bonito pela própria natureza, as águas escuras e geladas é uma beleza que só num mergulho poderemos descrever. Terceiro, cá pra nós, o povo do 47 é um povo TUDO DE BOM PONTO COM. RECEPTIVO. BACANA. AGRADÁVEL e GRACIOSO! Os visitantes do rio terão uma recepção agradabilíssima. Nós de santa Luzia sanbemos perfeitamente como receber o povo lá de fora, disso eu não tenho nenhuma dúvida.Diferente da receção que temos na Cachoeirinha de Capitão Poço, que sei, e muitos vão concordar, deixa muito a desejar.

Capitão Poço....




A história do município de Capitão Poço está vinculada, de maneira direta, ao processo do chamado avanço das frentes pioneiras, implementado pelo Governo Federal, que resultou na instalação de migrantes, originários de outras partes do país, no território paraense, sob influência da Rodovia Belém-Brasília. No transcurso dos anos 50, foi instalada uma frente pioneira em área pertencente ao município de Ourém, que passou a ser chamada de Capitão Poço. O nome desta frente representou uma homenagem ao explorador conhecido pelo nome de Capitão Possolo, o mesmo que integrou parte da primeira caravana de pioneiros que, no mês de junho de 1955, chegou até o local onde hoje se localiza a sede do Município, que foi batizado como Capitão Poço.
O município de Capitão Poço pertence à Mesorrregião do Nordeste Paraense e à Microrregião Guamá e faz limite, ao norte com o município de Ourém, ao Sul, com os municípios de Ipixuna do Pará e Nova Esperança do Piriá, a leste, com os municípios de Garrafão do Norte e Santa Luzia do Pará e a oeste, o municípios de Irituia, Mãe do Rio, Aurora do Pará e Ipixuna do Pará.

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA? A ORLA DO CAETÉ



Na postagem que fizemos sobre o asfaltamento da rodovia PA 253 que liga Capitão Poço ao nosso município, Santa Luzia do Pará, vimos que a obra, se realmente concluída, beneficiará a população de toda a região. A estrada está em péssimo estado e sem manutenção. Informamos aqui que a PA 253 tem 43 quilômetros de extensão e diminui a distância entre os dois municípios em cerca de cem quilômetros, que compreende o trecho atual passando por Capanema e São Miguel do Guamá.
Eu havia dito que seria muito bom para nós, os moradores de Santa Luzia se o asfalto da PA que dá acesso à Capitão Poço, pois teríamos um itinerário mais rápido para a Cachoeirinha que está localizada entre essa cidade e a cidade de Ourém. Um clube lindo e com uma infra estrutura de dar inveja. Mas estive pensando...Bom mesmo seria se tivéssemos um lugar assim lá no 47. Dentro do município. Na nossa cidade. Aí, lembrei do RIO CAETÉ, que inclusive está passando por uma reestruturação que vai dá no que falar. Passei por lá outro dia e vi a obra, DEMORADA, mas uma maravilha. Conversei com o prefeito sobre o assunto e ele me disse que além da orla, a obra inclui quadra de esporte e praça de alimentação. O CAETÉ é um lugar permanentemente em nossas historias de infância e eu fico feliz com a mudança. O prefeito está sendo ousado e inovador por tocar esse projeto. E, por mais que digam que ele deveria investir num rio mais próximo do centro da cidade, que outros rios precisam ser observados e revitalizados, que o Caeté é mais de Capanema do que nosso, eu acredito que o Caeté, e nós, o povo de Santa Luzia, merecemos sim essa infra estrutura construída lá. Teremos um ponto turístico de referência, poderemos incentivar os visitantes a conhecer a cidade tendo como cartão postal o rio e sua orla, que, pelo projeto, vai ficar uma beleza.

Construção da ORLA DO CAETÉ. Uma mudança que já está aprovada. Vai fazer bem ao município e ao povo - que terá mais lazer e opções para o domingo que agora está sem feira. Valeu!

Nas imagens, a turma do CEPEV a escola onde eu trabalhava em passeio para o rio Caeté, sua orla e estrutura de cinco anos atrás. E, em destaque, a nova orla num projeto feito em 3D. UMA MARAVILHA!

FALHA DELES!!!!

Recebi do amigo Reinaldo o recadinho sobre a postagem ‘E POR FALAR EM ASFALTO...”Ele reclama do texto publicado no blog que é de responsabilidade da SETRANS – a Secretaria de Transporte que tem no Ganzer o seu cabeça principal. É que o texto destaca o saneamento na cidade de capitão Poço e indica o Ex-prefeito Aladir Siqueira com atual prefeito da cidade.Um furo e tanto hein...Mas, vamos combinar, NE, Capitão Poço viveu nos últimos anos uma avalanche de problemas no setor político. Afastamento de prefeito, invasão da prefeitura, deposição de vereadores e, mais recentemente a cassação da legenda do antigo prefeito Chico Bello para concorrer as eleições. O que realmente ninguém contava era que a esposa do cabra era que encabeçava a legenda do político. Aladir Siqueira, médico e prefeito, na época, ficou a ver navios ao saber que a jovem Diana Bello, arrasou nas urnas e levou o pleito. UMA SURPRESA!!!

Abaixo o recado do amigo.

E Aladir Siqueira não mais o prefeito de Capitão Poço. A atual prefeita da cidade é a jovem Diana Bello, a mais de um ano. Esse povo realmente não conhece o Pará.

O rei realmente anda lendo o blog e tem nos acompanhado nessa jornada. Foi ele que também percebeu um outro furo no texto enviado a nós pela SATRANS. Vejam:

Minha cara, acho que esse pessoal da Setrans, não conhece o estado e muito menos os prefeitos, por que o nome do Louro, nunca foi Lourival Cunha, mas Lourival Fernandes de Lima

FALHA NOSSA! NOSSA NÃO, DELES. Os textos foram postados na íntegra e podem ser lidos no site oficial da Secretaria de Transporte. Valeu!

28 de janeiro de 2010

E POR FALAR EM ASFALTO...


Há meses li uma reportagem divulgada pela Secretaria de Obras e Saneamento sobre o asfaltamento da estrada que liga 0 47 à cidade de Capitão Poço. Fiquei feliz quando li a notícia, pois sei que a obra realmente vai fazer toda a diferença. Cursei a universidade lá em Capitão Poço e sempre que precisava visitar a família e os amigos em Santa Luzia, passava o maior aperreio com a estrada que era de piçarra e cheia de buraco. Capitão Poço é uma cidade vizinha que nos proporciona além do turísmo, com sua Cachoeira indescritível, divisas já que muitos dos produtos produzido no 47 são comercializados por lá e vice e versa. Então, eu gostaria de saber como é que está o andamento das obras. Elas aconteceram, vão acontecer ou a matéria era fantasiosa?

Abaixo, a reportagem divulgada em rede nacional nos posts do governo estadual:

Setran vai ligar Capitão Poço a Santa Luzia

O secretário estadual de transportes, Valdir Ganzer, afirmou durante viagem de inspeção ao nordeste paraense, que a rodovia PA 253 ligando Capitão Poço ao município de Santa Luzia do Pará estará totalmente concluída em abril próximo beneficiando a população de toda a região. A rodovia estava em péssimo estado, mesmo no verão, por falta de manutenção. No inverno era impossível trafegar por ela em razão dos buracos, do lamaçal e do igarapé da Piracema, que subia mais de um metro sobre a pista impedindo o tráfego até de pessoas.

A PA 253 tem 43 quilômetros de extensão e diminui a distância entre os dois municípios em cerca de cem quilômetros, que compreende o trecho atual passando por Capanema e São Miguel do Guamá. “ A população da região perdia tempo e dinheiro rodeando mais de cem quilômetros quando pela 253 a distância cai para menos da metade ‘”, conferia Ganzer. Os prefeitos de Capitão Poço e Santa Luzia, Aladir Siqueira e Lourival Cunha, respectivamente, reconhecem a importância da rodovia para o desenvolvimento da região possibilitando atendimento escolar, hospitalar e no escoamento da produção agropecuária que é intensa na região. Ali começa a reserva dos índios Tembés que também serão beneficiados pela rodovia.

A PA 253 recebeu, no ano passado, melhorias no trecho de 30 quilômetros de Santa Luzia até a ponte sobre o rio Guamá, com extensão de 60 metros, que foi reforçada com balancins e longarinas e vai ganhar proteção lateral a fim de dar mais segurança aos motoristas e pedestres. Os 13 quilômetros restantes, segundo o chefe do núcleo da SETRAN na região, Edmilson Lopes, deverão estar prontos em final de março interligando assim ao município de Capitão Poço.As dez pontes de madeira existentes no trecho, incluindo a maior delas de 45 metros sobre o igarapé da Piracema, também serão executadas nesse período tornando a rodovia trafegável durante todo o ano. Os recursos da execução da obra são oriundos do governo do estado em valores que ultrapassam 450 mil reais.

Ainda estou desconfiada da veracidade desta notícia. Mas se as coisas realmente estiverem de pé...essa obra vai ser tudo de bom ponto com!!!

ASFALTO PARTICIPATIVO


É do SETRAN o informe que eu recebi sobre o trabalho desenvolvido pelo prefeito Louro - o Louro do PT como eles chamam - no que tange ao asfaltamento das ruas da cidade. Eu postei um texto sobre o que mudou e o que deve mudar em Santa Luzia elogiando as novas ruas do Bairro Novo e pedi informações sobre o projeto ao órgão competente. Por e-mail, o gerente de obras e a acessória de imprensa mandaram informar que:

ASFALTO PARTICIPATIVO
“O programa de Asfalto Participativo, sob gerencia da SETRAN atende 33 municípios do interior do estado, inclusive, na sua região, ele já chegou a Capitão Poço e Santa Luzia. O secretário Valdir Ganzer, foi a sua cidade pessoalmente e visitou à região para fiscalização das obras, o SETRAN foi fiscalizar o andamento das obras acompanhado dos prefeitos das duas cidades, vereadores, lideranças políticas e das populações locais. Em Capitão Poço, o prefeito Aladir Siqueira vem saneando diversos bairros da cidade cortados por pequenos igarapés que crescem no inverno alagando as baixadas e trazendo sérios problemas de saúde e para a economia da população. O prefeito recebeu cerca de um milhão de reais do estado e vem fazendo obras estruturantes como sistema de drenagem e pontes além do asfalto em dezenas de vias públicas. Já o prefeito de Santa Luzia, Lourival Cunha, o Louro do PT, escolheu o bairro Novo, que mais cresce na cidade, para implantar mais de 40 mil metros ² de asfalto em diversas ruas além de meio-fio, drenagem e calçada, dando mais qualidade de vida aos moradores.”

O texto elogia o prefeito Louro pelo desempenho em angariar verbas e recursos para o saneamento e afirma que novos projetos ainda estão por ser realizados na cidade a pedido do próprio prefeito.

Valeu, Louro, a cidade está mais bonita e a população te agradece.

BICOS...TRABALHO PESADO!



Antes de ser professora eu já havia trabalhado em outras coisas também. Bicos e quebra galhos que eu fui obrigada a fazer por conta da situação financeira. Fui dona de um pequeno restaurante, o Kairon, meu ex-marido, vendia frango e como a venda era bem pequena, eu inventei essa historia de churrasquinho de gato para vender o frango que faltava. Deu certo, não fosse o ciúme que ele sentia dos fregueses. Depois fizemos uma barraca pra venda de verduras no mesmo ponto onde vendíamos o frango. Não deu certo. Vendemos jornais, eu não, ele. Nada. Nos separamos e eu voltei pra Santa Luzia, onde montamos uma barraca de lanches. Eu era chapista e garçonete. Deu certo mas, eu quis estudar e aí, hoje, sou professora. Ufa!!! Bico agora, só quando os meus alunos erram as questões mais fáceis da apostilas. Kkkkkkk

Professora sim e com muito orgulho!




Dia desses me perguntaram se já havia nascido professora."É que a senhora é tão bacana em sala que a gente não consegue lhe enxergar sendo outra coisa”. Impressionante, mas eu nunca quis ser professora. A licenciatura me escolheu porém eu não havia jamais escolhido o magistério para a carreira profissional. Não fui menina de muitos sonhos, sempre quis o possível mas já pensei alto também. Lembro que quando cheguei na adolescência a única coisa que me ocorria na cabeça era ser advogada. Não entendo o porquê hoje, mas, naquela época, eu queria ser juíza pra aparecer, ganhar dinheiro, chamar a atenção de todos e dar orgulho aos meus pais. Direito era uma área difícil e eu confesso que não tive sucesso nos meus projetos.Eu era aborrecente demais. Não tinha gana, força, vontade. Fiquei nos sonhos e na incapacidade de realizá-los. A vida, aos poucos, foi me mostrando que a realidade, essa que vivemos, é cruel com quem não toma as decisões certas no momento exato. Casei muito certo. Apanhei muito cedo. Engravidei muito cedo. Me separei muito cedo. MUITO CEDO. Mas não TARDE DEMAIS! Voltei pra casa da mamãe, no 47, morei de favor na casa da minha irmã e ela me propôs que eu terminasse o Magistério e tentasse a carreira de professor - é que ela era dona de uma escola particular lá em Santa Luzia, o CEPEV, a primeira escola onde ministrei aula. Eu não tive escolha, mas ela me deu chance. O insucesso me deixou sem chão mas ela me ensinou que eu poderia voar. Volta à sala de aula depois de tanto tempo longe de casa, de ter tentado na capital sem vitórias era,e foi, o maior desafio que eu tive que superar. Topei a parada, paguei o preço. Me rematriculei na Florentina Damasceno, escola por onde eu já havia passado e pra qual jamais pensaria em voltar. Fiz as aulas, estudava à noite. Reencontrei antigos amigos. Fiz boas amizades, conquistei professores, e me formei no Ensino Médio novamente para o Magistério. UM RECOMEÇO. Foi aí que o meu namoro com as letras começou. Eu fui pra sala de aula por força da necessidade. Tinha uma filha muito pequenina ainda. Queria comprar uma casa. Reconstituir a minha vida.
Fui professora pela primeira vez para o ensino infantil. Lembro como se fosse hoje, aquelas criancinhas lindas e cheirosas me chamando de tia, pedindo pra eu ensinar a elas como se pegava no lápis. Vivenciei situações inesquecíveis e inenarráveis. O olhar daqueles bebês loucos pelo prazer de escrever o próprio nome: letras de forma, letras caídas fora da linha da página do caderno, letras misturadas, mal feitas e sem qualquer coordenação motora. Era lindo. A soletração, os primeiros números, o ditado, o circular das palavras que continham certas letras. “C de CASA!”, elas repetiam e eu “MUITO BEM!”. Eu era feliz em saber que havia saído de uma fase tão complicada pra ensiná-las a entrar nas fases delas. Recebia presentes, beijos, abraços, sorrisos, carinhos, lanches – elas dividiam o biscoite recheado comigo e adoravam porque eu nunca gostei do recheio e ele era o que elas mais gostavam, nós fazíamos uma troca, eu comia o biscoito e elas o recheio. Era tudo muito lindo e eu aprendi a aceitar a minha sina. Os pais me adoraram, me elegiam a professora do ano, do mês. Lembro que quando eu comecei a achar aquela escola pequena demais pra mim, os pais dos meus alunos entraram em desespero. Eu pedi demissão, queria descobrir o mundo lá fora, tentar a faculdade novamente e eles, os pais, não aceitavam. Fizemos uma reunião e eu expliquei que estava sendo difícil pra mim conviver com coisas tão pequenas para os imensos sonhos que eu estava sonhando e queria realizar. Criei coragem. Me demiti na quarta e viajei na quinta pra Belém. Ali, eu já sabia voar. A vida já tinha me ensinado as grandes lições e, na porrada, eu havia aprendido. Estudei no Cearense, me destaquei, fiz curso de física, me destaquei, fiz preparatório de matemática, me destaquei, me escrevi num curso de redação, me destaquei.Fui para o Impacto e me destaquei. Eu estudava pra passar. Me preparei para o primeiro lugar e, de tão conhecida, fui chamada para ser monitora de redação. Aceitei por força da necessidade. Deu certo, tão certo, que hoje, eu sou a Professora Joana Vieira, a Juju, do IMPACTO. E se hoje você me perguntar “Professora, a senhora quer ser outra coisa além de professora?”. Não. Deixei de ser egoísta e conclui, com o tempo, que não devemos fazer apenas o que queremos, devemos, sim, fazer o que deve ser feito. Sou professora. Professora de Língua Portuguesa com MUITO ORGULHO, devo dizer.

Lembro o primeiro dia em que entrei no IMPACTO. O professor Rui Navega, estacionou o carro, uma parati verde, na frente da escola, a Unidade da Padre Eutíquio e eu abismada falei: “Nossa essa escola é grande demais pra mim!”. E ele, “Não pense assim, minha filha, o tempo vai te mostrar que você é bem maior. Um dia esse prédio vai te sufocar de tão pequeno que ele é!”. Hoje eu compreendi o que ele quis dizer e penso agora: É VERDADE!

27 de janeiro de 2010

O PASSADO É UMA PARADA


PROMETEU TEM QUE CUMPRIR. Então, estamos lançando a primeira página sobre o novo fórum postado por nós no blog: COISAS QUE EU LEMBRO. Prometi que iniciaria as postagens relembrando uma época em que a molecada se divertia nas apresentações da Xuxa luziense e sua turma. Estão rindo é? O negócio era sério. A criançada era tiete mesmo. As meninas que imitavam a Rainha dos Baixinhos e suas ajudantes, as Paquitas, eram adoradas, elas recebiam presentes, pedidos de autógrafo e tudo. Como eu sei? KKKKK. EU ERA FÃ da Vânia do seu Zé Martins!!!A Vani, era, na época, a cover da Xuxa mas para nós, a criançada do 47, imitar era muita coisa porque ver a Xuxa de perto era algo fora da nossa realidade. Além do que, as roupas, as danças e coreografias eram muito parecidas, os detalhes eram sempre caprichados e a loura luziense era o xodó da molecada. Lembro do dia em que as meninas foram fazer uma apresentação na Danceteria Beleza Pura, era dia das crianças e o lugar lotou, abarrotou, não cabia mais uma alma viva. Meninada chorando querendo pegar, abraçar, beijar, bater foto. Vocês não têm noção! Naquela época, eu não lembro direito quem era o prefeito, se não estou enganada, era o Juracy Araújo, e elas eram o markting da prefeitura. Comemoração das crianças, dia de Natal, quadra junina, faziam apresentações até nas cidades vizinhas como Capanema e Bragança. Lembro de mim e da Thaisa, o pai dela comprava o disco de vinil e nós colocávamos na vitrola pra decorar as letras e fazer bonito no Show da Xuxa aqui em Santa Luzia. Éramos tão fãs que pensamos até em montar um fã clube, eu, ela, a Cassiana, a Hélia, a Norinha...Uma galera. A Vânia foi a nossa estrela. As paquitas, faziam o maior alvoroço também. Numa época em que Santa Luzia era conhecida como a terra da mulher bonita, a turma da Xuxa escolheu a dedo as mais mais do pedaço: Francisca do seu Pedrinho – almejada pelos visitantes, Vitória Melo – cobiçadíssima pelos meninos, Fia do seu Bebé – pensa numa loura perfeita, a Dnair – mulher de olhos incomparáveis, a Kely do seu Wilsão – beleza inocente, a Nenca – desejada pelos meninos de Capanema e outras que marcaram aqueles inesquecíveis anos.

Eu ainda lembro...Tempos bons que não voltam mais..

CARNAVAL....


Parece que o bicho vai fervar mesmo em Santa Luzia nos dias de carnaval. A cidade que já é uma folia só a qualquer dia do ano será agraciada com blocos e festejos de todos os lados. Dos mais festejados temos os foliões dos blocos do Jacaré, Os deserdados, Somos de Deus, Tradição Junina e Burro Elétrico. estarei lá nos deserdados na maior felicidade com os amigos e luzienses.E pra quem pensa que folia é só para os desguiados, a igreja já madou o seu recado e este ano o padre Elias já mandou avisar que o O Carnaval com Cristo ainda está de pé e que teremos o 2º Luzifest.Aos da população em geral a prefeitura também mandou avisar que a programação está tudo de bom ponto com. Teremos novamente o palco na rua e a folia vai correr solta na maior tranquilidade pois a segurança já está garantida.Aos adeptos do Macaixeira's Caralho, eu por exemplo, o Macaxeira manda avisar que o bar está cheio de programações. E, aos amigos da Neguinha da Gorety, um carnaval pai d'égua vai acontecer aos arredores da sua casa. É o 1º CARNANEGA, com festa, máscaras, churrasco e muita cerveja. Eu já recebi o meu ingresso já que a Nega está hoje aqui em casa hospedada e também confirmei a presença. Estarei lá. Eu e uns dez amigos de Belém. Vou levar um povo daqui pra sentir a pressão do nosso bloco. Vamos fazer uma baderna e, claro, como não poderia deixar de faltar, dançaremos aquele agita lá no João Borracheiro, afinal a danceteria Beleza Pura já é tradição a muito tempo.

Até lá!!!!

47 ou Santa Luzia?


Bonita a história da santinha, a nossa padroeira e que deu ao 47 um nome tão belo e receptivo, mas saibam todos que nem sempre o lugar foi assim chamado. Antes de ser cidade o 47 era apenas o 47 da Pará-Maranhão, pois, o primeiro nome do lugar foi Dr. Tabosa, em referência ao engenheiro responsável pela demarcação da BR-316, no trecho de Capanema a Gurupi. Mas, o nome não foi aceito pela comunidade, que resolveu dar o nome de KM 47. Posteriormente surgiu o nome de Santa Luzia, em homenagem à santa padroeira.

Em 28 de abril de 1991, realizado o plebiscito para consultar a população sobre a viabilidade de emancipação municipal. O Município de Santa Luzia do Pará foi criado, por meio da Lei nº 5.688, de 13 de dezembro de 1991, sancionada pelo governador Jader Barbalho e com território desmembrado de Ourém, Bragança e Viseu.

Por que Santa Luzia?



Sobre a cidade de Santa Luzia, seja ela do Pará, Paruá, Maranhão, Goiás ou Rio Grande, os postes da internet sempre apontam para a escolha do nome da cidade ter sido tido como escolha por causa da santa católica de mesmo nome. Santa Luzia, a santa dos olhos de luz. A nossa Santa Luzia, essa da Br316, também ganhou a intitulação legal pelo fato de ter a santa Luzia como padroeira do município. Mas o que muita gente ainda não sabe é: Por que esta santa é tão homenageada pelas cidades no Brasil? Segundo o que li, ela é o motivo das celebrações religiosas de círios e arraiais em pelo menos 52 cidades do país. Santa, Virgem dos olhos, Santinha dos olhos de fé, Protetora dos olhos e da visão. Quem foi ela?

Abaixo, um textinho só pra não ficarmos mais na dúvida:

Santa Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa, na Itália, tendo recebido ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe a queria casada com um jovem de distinta família, porém pagão.

Nessa ocasião, sua mãe adoece gravemente e Luzia, que era devota de Santa Águeda, leva sua mãe à tumba da santa. Milagrosamente, sua mãe recupera a saúde e acaba concordando que a filha seguisse a vida que escolhera, consentindo também, que distribuísse seu rico dote entre os pobres.

O noivo rejeitado vingou-se, entregando Luzia como cristã ao procônsul. Este ameaçou Luzia de colocá-la no prostíbulo e sua resposta foi: "O corpo se contamina se a alma consente". Assim sendo, dezenas de soldados tentaram carregá-la, mas o corpo de Luzia pesava muito, nada conseguindo. Contam que enquanto estava presa, arrancaram-lhe os olhos, mas no dia seguinte estavam novamente perfeitos. Por este milagre é que ela é venerada como protetora dos olhos.

Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, foi decapitada em 303, para assim testemunhar com a vida - ou morte - o que disse: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade".

Oração à Santa Luzia

Ó, Santa Luzia, que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos.
Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amém.

Hino Oficial da Padroeira de Santa Luzia

Ó Virgem Santa Luzia, nossa querida padroeira, lá no céu onde estás és a nossa Medianeira.

A tua vida é para nós modelo
nós queremos seguir o teu exemplo
por tua virtude e grande amor
a Ti nós dedicamos este templo.

Olha pra nós os filhos teus
Ó Virgem Mártir que nos dás a luz
Santa Luzia, Virgem Piedosa
manda-nos sempre as bênçãos de Jesus.

Tua candura puro emblema de fé
Virgem querida dá-nos tua proteção
és nosso guia, nossa vida e esperança
a ti ó Mártir, uma eterna devoção.

Fontes: Santos da Igreja Católica

Cadê a SANTA?


Lendo as poucas atualizações existentes no site oficial do município (www.santaluziadopara.pa.gov.br)observei atentamente um link que apontava para os pontos turísticos da cidade e que destacava a praça da Matriz como sendo um atrativo para os visitantes de Santa Luzia: Leiam o que diz o site:

Praça de Santa Luzia / Ponto Turistico:

Principal ponto de encontro dos moradores. Possui uma imagem da Santa exposta para o povo manifestar sua devoção através de velas e enfeites, como flores e fitas.

Caramba, de que cidade a página está falando? Há algo de errado, sei não. Ou o site é muito antigo ou quem está responsável pelas atualizações está muito mal informado. Na praça não há uma imagem de santa exposta, não mais. Inclusive, esse sumiço da santinha, essa subtração da imagem lá da praça foi uma das minhas primeiras postagens aqui no blog sobre as coisas que mudaram e que não deviam mudar no município. Reclamei da falta da imagem, sugeri que tivéssemos uma estátua na entrada da cidade. Até postamos que o Édno Alves tem projetos para a estatueta.Mas ela não está mais lá.
A não ser que eles estejam se referindo à santinha fincada lá na gruta, aquela na lateral da igreja que ganhou um pequeno abrigo de pedra da paróquia...HUM, mas aquilo não é a praça e não é ponto turístico!Pelo menos eu acho que não deveríamos pôr num site de divulgação - e que possivelmente possa atrair turistas à cidade - querendo que eles, os turistas, venham até Santa Luzia bater foto com aquela gruta onde a santinha mal aparece direito.

Se eu fosse um turista, um visitante, acho que iria ficar decepcionado com um ponto turístico desses. Mas, tudo bem...Vamos mostrar aqui que o 47 tem pontos turísticos sim e que esses lugares devem ser apresentados ao mundo. Vou providenciar algumas imagens e texto pra ver se melhora a nossa moral

Beijos!!!

Santa Luzia do Pará - MAPA DA CIDADE


O município de Santa Luzia do Pará foi criado através da Lei nº 5.688, de 13 de Dezembro de 1991, sancionada pelo então governador Jader Barbalho e publicada no Diário Oficial de 20 de dezembro de 1991, edição de nº 27.122. Foi desmembrados dos Municípios de Ourém, Bragança e Viseu, com sede na localidade de Santa Luzia, que passou à categoria de cidade, com a denominação de Santa Luzia do Pará. Sua instalação oficial ocorreu no dia 1º de janeiro de 1993, quando tomaram posse o Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores eleitos no pleito municipal de 03 de Outubro de 1992.

A População Total do Município era de 19.400 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000).

Sua Área é de 1.350,77 km² representando 0.1083% do Estado,
0.0351% da Região e 0.0159% de todo o território brasileiro.
Seu IDH é de 0.594 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

SITE OFICIAL?



Estive pesquisando na internet sobre a nossa cidade, Santa Luzia do Pará, e acabei descobrindo que ela, tem um site oficial.É, OFICIAL. Patrocinado pelo governo do Estado e atualizado pela Prefeitura Municipal. Pena que, apesar de bem adaptado visualmente, o site não contenha atualizações e informações o suficiente para tornar o acesso e as informações consistentes.

Ao responsável pelo site: Dá uma forcinha pra cidade, filho. E vê se põe a página pra realmente funcionar. Divulgar a cidade é um dever do poder público também.

Saibam que manter um site, uma página como aquela, custa caro e a manutenção também dissolve quantias, mas é um gasto necessário.Atualizem, portanto a página que é muito bonita e não deve ficar no desuso.

O endereço da página na net é:

www.santaluziadopara.pa.gov.br

Valeu!

Santa Luzia do Pará - LOCALIZAÇÂO


SANTA LUZIA DO PARÁ - Cidade com uma população de aproximadamente 18.105 habitantes sendo, 9.345 do sexo masculino e 8.760 do sexo feminino. Faz parte do Estado do Pará, com cerca de 1.278 kilômetros quadrados de área. Possui uma densidade populacional de quase 14.17 habitantes por Km quadrado segundo o IBGE.

A ocupação do território que compõe o Município de Santa Luzia do Pará se deu com o início da construção da rodovia federal BR-316, que liga os estados do Pará e Maranhão. Seguindo os picos demarcatórios da via em implantação, o nordestino Manoel Gaia se constituiu o pioneiro do lugar. O processo de ocupação intensificou no ano de 1970 e se consolidou com a conclusão da rodovia e o início da trafegabilidade.

Ano de Instalação: 1993
Microrregião: Guama
Mesorregião: Nordeste Paraense
Altitude da Sede: 0 m
Distância à Capital: 173.6434Km
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD

INFÂNCIA...a minha, a nossa!


Bom, recebi um comentário pelo mural de recados sobre a foto postada junto ao texto INFÃNCIA, a minha, a nossa! Ri muito quando li:

Na imagem postada estamos eu, o júnior meu irmão e a Nazinha, minha irmã e, pensando bem, éramos realmente muito feios. Caramba, esse meu cabelo era de dar dó a qualquer um. Não é à toa que lá no 47 as pessoas encarnavam comigo me chamando de macho-e-fêmea. Mamãe cortava o nosso cabelo lá na comadre Adalgizia, a costureira da cidade, e dizia que era castigo poruque a molecada não cuidava do piolho. Tenho trauma só em pensar. Cortávamos o cabelo num choro triste e fino e a senhora com a tesoura querendo tornar a tragédia menor, incentivava a Maria a não pelar tudo. A Maria, a nossa mãe era cruel quando queria e o corte do cabelo da meninada mostra isso.

Hoje, acho que melhoramos muito, é só olhar a foto aí de cima e perceber. O Júnior ficou bonito pra caramba, A Naza é a maior gatinha e eu, bem, eu, deixa para vocês o comentário...

INFÂNCIA...a minha, a nossa!


O texto que se segue é uma das páginas do livro "Maria de Moura, a mulher que passou do céu" de minha autoria. O livro está disponível e quem quiser ler é só avisar:

O dia me paralisou hoje: a chuva que respinga na calha da casa me fez lembrar os tempos lá do interior. O galo cantava cedinho – nunca precisávamos de relógio ou despertador. Quando o dia não vinha com os raios do sol que invadiam o quarto da meninada, vinha com os gritos da mamãe: “Acorda bando de infitéticos!”, “Cambada de preguiçosos!”. Nossa casa parecia um Castelo Medieval – papai era a aristocracia; mamãe, o clero e nós, os pobres servos. Puxar o balde do fundo do poço pra encher as bacias, corre-corre para aproveitar as horas de água encanada, matar galinha pra depenar, puxar o pescoço do pato e com cuidado tirar o sangue pra cabidela, encher bujão, lavar carotes para o suco da taberna, quebrar cupuaçu pra retirar a polpa com tesoura, catar acerola pra fazer o refresco, raspar coco, varrer quintal com vassoura de cipó...Nossa rotina era assim: Trabalho forçado. Ainda bem que os dois tiveram um exército de filhos: 13. 8 mulheres e 5 homens.
É impossível estar em Belém, a Cidade das Mangueiras, perceber a chuva repentina que cai torrencialmente e não lembrar do 47. Aquele quintal cheio de criança feliz correndo pra pegar a manga madurinha debaixo da árvore...Eu fecho os olhos e lembro da gente jogando sabão no pátio de casa e escorregando na maior alegria...Ai, Meu Deus, quantas biqueiras não lembram de nós na esquina da “Radisco” ou na praça da Matriz. Moleque correndo com medo de raio e pavor de pedra de corisco. A gente tinha medo das coisas que os mais velhos diziam: “Se cair corisco e menino tiver juntinho, morre grudado!”, “Dia desses no interiorzinho das bandas dali, um raio matou uma família tostada, não restou um vivo pra contar conversa”. Mas o que dava medo mesmo era a chegada do pai dos desobedientes;”Quem te mandou tomar banho de chuva, filho de uma égua?” Era moleque correndo, era criança gritando, era neguinho chorando...De tudo rolava naquelas tardes de chuva no nosso quintal. Mamãe dormia pedindo silêncio e nós corríamos mudos, rolávamos na areia molhada, trepávamos em árvore, gastávamos o restinho de inocência que tínhamos sem precisar ir pra trás da casinha no fundo do terreiro.
Eu sinto inveja de mim quando lembro daquele tempo. Amigos verdadeiros, sorrisos e abraços bem dados, inocência divina de quem nasceu e viveu no interior e foi feliz. Eu me empolgava com a água da vala e escorregava nela feito peixe. Eu caía sem sentir o joelho ralado. Comi manga com sal e pimenta-do-reino. Açaí com melancia. Jaca com leite. E o melhor, eu não tinha dívidas, não sabia o que era engarrafamento, fila em banco, ônibus lotado, assalto à mão armada...Tanta coisa que hoje tirou de mim aquele sorriso largo e gentil, aquela gargalhada de menina feliz...E agora, esta chuva que me paralisa diante da grade da sala e não me deixa ver as crianças lá fora me faz lembrar de um tempo em que eu era feliz.... muito feliz e não sabia.

na imagem: Júniro, eu e a Nazinha. UMA PIADA!

26 de janeiro de 2010

MAIS UMA NOVIDADE...


Vou aproveitar a visita da Vitória, a Vivi, minha amiga, mandando avisar que lançaremos ainda esta semana a nova página de postagem do blog:"COISAS QUE EU LEMBRO!". Uma postagem semanal de situações que marcaram a juventude e/ou a infãncia das pessoas que viveram ou vivem no 47. Vou começar postando um texto que eu ainda não fiz, mas que vai sair, sobre a época em que era febre em Santa Luzia os couveres da Xuxa.Lembram? Não? Pois é, eu vou refrescar a memória de vocês. Logo logo, a página estará on line e toda a galera vai ficar sabendo que a Vania do seu Zé Martins fez o maior sucesso com a criançada imitando a Rainha dos Baixinhos e que a Vitória era uma das paquitas...Estou lembrada viu, gente? E tenho até fotos selecionadas para a inauguração da página.

UMA PIADA!!!

AGUARDEM, muitas risadas vão ser desperdiçadas. ATÉ MAIS!

E POR FALAR EM FRANCISCA...


Abraços e congratulações ao meu amigo Franço, vereador e amigo.O Franço é o marido da Francisquinha e é o mais novo eleito vereador da cidade. Esse menino surpreendeu muita gente por aquelas bandas de lá quando foi eleito, assim, logo na primeira tentativa. Parabéns, amigo. E, olha, parece que o senhor está dando o que falar por ai, né?

Está certo, de bem ou mal mas falem de mim!!! Falando eu tô na mídia!

Sucesso e coragem, afinal, isso é só o começo!

E POR FALAR EM FRANCISCA...


Por onde anda a Francisca do Seu Bebé? A minha amiga Fia, esposa do Édno Alves. Vi a Fia no lançamento do livro, estava com um barrigão. Grávidissima e linda, como sempre!
Estive também um dia desses fazendo uma visita pra ela lá no seu apartamneto, aqui na Capital, ela mal conseguia andar...UMA PIADA!Me disse que estava realizando um sonho: SER MÃE. Que estava super feliz e num cuidado só com a barriga.

Ainda lembro de ti viu, amiga! Desejo tada a felicidade do mundo e que Deus possa abençoar a vinda deste teu bebê que, se puxar para a mãe, será lindíssimo e, se, puxar para o pai será um charme só...Tá feito esse pimpolho, então!

Assim que tiver um tempo manda notícias.

Sorte e Saúde, amiga. Deus te abençoe!

FRANCISCA...Lembrei de ti, viu?



Abraços para a minha amiga Francisquinha, a Francisca do Seu Pedinho Machado. A Fran é minha amiga desde a infãncia e viveu comingo inesquecíveis histórias. Ela era uma das meninas mais bonitas do 47 e a macharada cobiçava a Francisquinha. Mas quem tirou a sorte grande mesmo foi o Franço, seu marido e com quem dois filhos lindos. Estive em sua casa para visitar a minha madrinha de batismo, a Dona Iracema, um reencontro emocionante.Fiquei feliz em saber que a Francisca está bem e alegre. Virou esposa de vereador e continua firme e forte no seu trabalho.

TE ADORO FRAN.

Beijos pra ti e pra família!

Postei uma foto atual e outra antiga que guardo com muito carinho e que me foi dada pela própria Francisca há alguns anos. Ela um dia fez um ensaio para um jornal, a foto teve como cenário a Comunidade do Japim e a nossa modelo está toda toda de bem com a vida e linda nas águas do rio de mesmo nome!

PERSONALIDADE LUZIENSE: LOURIVAL FERNANDES, O LOURO


Estive assistindo ao filme “Lula, o filho do Brasil”. Uma biografia do Presidente da república. Desilusões à parte. Críticas contrárias ou não. Influências partidárias e ideológicas, eu não sei. Só confirmo que o filme me emocionou - a mim que já estava tão desiludida com a figura do presidente. Político que eu nasci admirando e que, de certa forma, ilustrou toda a minha juventude regada de utopias, desejos e vontades. Carreguei durante anos a estrela do PT num broche no peito. Fui militante numa época em que a juventude pedia um basta para a falta de respeito na política brasileira. Vesti o vermelho, chorei na campanha do Edmilson Rodrigues quando ganhamos as eleições na capital. Meu coração se enchia de emoção nas carreatas em direção à Praça da República ao som da voz inconfundível da Fafá de Belém: “A cor do meu batuque tem o som e a expressão da minha voz, vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhão”. Hoje, falar do PT já não me traz as mesmas lembranças. A estrela não enfeita mais a minha camiseta branca e a boina foi substituída de vez. Com o tempo e os acontecimentos fui aprendendo a amar a política da mesma forma com a qual acredito em religião: não sou católica, adventista, protestante, espírita ou budista. Acredito em Deus. Não sou petista, peemedebista, democrata, tucano: acredito em pessoas. Não é o partido que eu apoio. Voto naquele que convence pelo histórico, pela luta e pelas boas obras - talvez por isso nunca tenha votado no Jader.
O filme é um sucesso, agrada até aos que nunca votaram no presidente. A história é um tsunami de muita emoção, tristeza, velórios e choro. Mas o Lula é um vitorioso também. É admirado também. É cidadão antes de ter sido operário. É trabalhador antes de ser petista. É Luiz Inácio antes de ter sido o Lula. E, assistindo ao filme, lembrei do Louro. Lourival Fernandes. O atual prefeito de Santa Luzia. O Louro é o nosso Lula Luziense. Homem de origens humildes. Lutas políticas. Fracassos e vitórias históricas. Ele é a nossa personalidade de hoje. O nosso homenageado do Blog. Escrever sobre o Louro é uma ousadia. Por ser ele o prefeito diante de tantas criticas e tentativas de processos. Sua história, assim como a do presidente, daria um lindo filme. O Nosso Lula, o prefeito, também teve uma vida de desilusões. Filho de gente carente, nascido no interior, trabalhou desde muito cedo e, ainda quando morava na pequena Vila Fátima, no município de Bragança, mesmo com as adversidade e dificuldades, sonhava alto. Jovem e audacioso, era tímido para a política mas um touro para o trabalho. Motorista de ônibus, angariou parceiros na vida, fez amigos e se tornou conhecido naquela região. No interior de Santa Luzia, antes mesmo que ela fosse cidade, todos já conheciam aquela figura, afinal o ônibus do Louro era o único que fazia linha para a brenhas de lá, o rapaz já era casado quando, ainda de madrugada, enfrentava os péssimos ramais de piçarra e barro para conduzir os caboclos até o 47, onde acontecia a feira, ou Capanema, onde os ruralistas podiam fazer as compras que em Santa Luzia não havia, além do saque bancário, o tráfego de mercadorias, as consultas médicas e até mesmo as criações. Papai era comerciante na Vila, o responsável pelo jogo da quina, como era chamada a mega sena, as pessoas no 47 marcavam o jogo e ele levava as apostas para Capanema onde elas eram computadas para serem enfim devolvidas para os apostadores. Por isso, íamos toda semana para lá, e também por isso, conhecíamos o Seu Louro. Lembro de cada uma das cenas que marcavam aquela viagem: gente de pé espremida sob paneiros de verduras e sacos de farinha; galinhas e pintos dentro das caixas furadas amarradas com barbantes; latas de açaí; porco gritando no bagageiro; criança chorando; molecada vomitando...era uma aventura. O ônibus ía pesado e por isso, mal conseguia correr. Assim, um trajeto feito em vinte minutos normalmente, levava uma hora e meia para ser feito no buzão do Louro. Lembro do cobrador, ele passava por sobre a gente se segurando na barra de ferro pra chegar ao passageiro, o cartão de passagem, azul em letras xerocadas, que ele destacava e dava a nós o canhoto, a maneira como ele enrolava e segurava o dinheiro, as notas dobradas ao meio no sentido vertical e pressas entre os dedos. Inesquecível. Seu Louro, o motorista fazia parada em todo canto bastasse que tivesse gente dando sinal, era comum, as pessoas ficavam na beira da BR esperando o ônibus passar, com bagagens e sacos de mercadorias. Fazia um calor infernal mas era divertido. Lembro da angústia que era quando ele fazia a entrada no Muruteua pra deixar passageiro, o povo reclamando: “Ainda vai entrar aí?”. Muito engraçado. Ir à Capanema era esse sufoco, imagina a viagem à Bragança, sim, porque o ônibus do Seu Louro só tinha permissão de trafegar por dentro, ou seja pelo interior, as desobrigas, por fora era linha da Boa Esperança que fazia. Ir pra Bragança então, era um verdadeiro martírio. E, acreditem, ainda que fosse um calvário, o povoado tinha a sua preferência, acho que pelo valor da passagem. Assim, entre idas e vindas, o Lourival Fernandes, que já era morador de Santa Luzia, passou a ser conhecido em tudo quanto é de lugarejo nas bandas de lá. Se tornou pessoa conhecida. Jovem, moço, rapaz, senhor, pai de família, fiel aos filhos e à esposa, quis ser militante. Ganhou gosto pela oposição. Talvez pelas amizades que fez: Edson Martins, Lucia Machado, Jorge Cirino, Ganzer dentre outros. Talvez pelos buracos e ramais que teve que enfrentar na sua labuta: estradas caóticas, lugarejos miseráveis, ramais intrafegáveis. Talvez pelo olhar que vinha daquele povo sofrido que entrava no ônibus pedindo pra ser conduzido. Gente humilde, honesta, trabalhadora que durante a viagem desrespeitava a placa de “Não converse com o motorista” e desabafava sobre as suas dificuldades. Talvez por isso, assim que a Vila deixou de pertencer aos ditames do município de Ourém, o Louro confirmou seu nome na chapa petista. E, foi assim também, que como o presidente, o nosso prefeito amargou muitas derrotas. Desde a primeira eleição para o recém criado município ele era o nome que acompanhava a estrela vermelha nas boinas e camisetas dos jovens da oposição. Foi pelo Louro que muitos dos jovens de Santa Luzia abriram a boca pra gritar às claras a corrupção já existente desde a época e que estávamos atrelados à Ourém. Foi por ele que outros meninos já tidos como comunistas ergueram a bandeira vermelha segura num cabo de vassoura. Foi pelo sonho do Louro que mal expressava as suas vontades que aprendemos a falar as nossas. Ele foi o nosso Lula. Hoje é o nosso prefeito. E por mais que se diga ou que se negue as suas origens exacerbadas, por mais que se critique o seu desempenho como administrador, não podemos deixar de admirar a sua coragem. A sua persistência. A sua insistência e, sobre tudo, a sua Humildade. O Louro é pessoa que marcou a história desse lugar e, ainda que muitos neguem, ele entrou pra memória do município. Seu nome estará sempre lá nas entrelinhas dos que no futuro poderão ler e saber sobre as nossas origens. Foi o primeiro prefeito eleito pela oposição. Foi o primeiro petista a conseguir a reeleição. Conseguiu um feito, marcou a história das eleições, fincou um recorde quando confirmou os seus míseros 69 votos de diferenças contra a chapa dos concorrentes. Deu no que falar esse Louro.
Dia desses eu estive em sua casa e ele me recebeu com a mesma humildade de sempre. Sentei à sua mesa, conversei com a dona Maria, a sua esposa. “Mas a casa está do mesmo jeito seu Louro”, reclamei. “É porque o dinheiro que estou roubando é tanto, mais tanto, que nem dá pra construir uma mansão”, ele brincou. A gente riu. Eu entendi. Na cidade, as críticas apontam desvio de dinheiro público, na internet sites mostram mau uso da máquina pública, no tribunal eleitoral ainda restam processos que exigem o seu afastamento por compra e venda de votos. Tudo ainda muito obscuro. Pouca coisa comprovada. O prefeito não foi cassado como muitos diziam que seria e ele afirma que os pagamentos dos funcionários estão em dia. Não sou advogada pra julgar os fatos por outros olhos, não tenho visão legal e por isso enxergo as coisas de uma outra forma. Só sei que fui ao 47 no mês de dezembro todo e a cidade estava agitadíssima. Festa de rodeio, vaquejada, exposição, arraial, aniversário da cidade, show na praça. Sei que o Canto da Terra está de volta e com a corda toda, a feira está mais bonita e organizada, as obras dos canteiros da cidade estão trazendo ao município um ar de modernidade, as ruas estão asfaltadas, concursos foram feitos...Mas existe muita coisa por fazer ainda. A pobreza está se estendendo, há favelas no 47, invasões, muita violência e muita fome. Desemprego e insatisfação. Conversei com o Louro, ele está ciente, não nega as falhas, achei legal isso, disse que, às vezes, fica sem saber o que fazer é isso é normal. Ele não nasceu prefeito. Colocou seu nome a disposição do povo e o povo decidiu por isso. Como escrevi no início do texto, o Louro é motorista. Está prefeito e não será pra sempre. Se ele é incompetente, aqueles que o escolheram para o cargo também o são porque não souberam fazer a escolha certa. E não digam que foi por falta de opção porque em se tratando de eleição sempre há uma segunda opção, as urnas e formulários comprovam isso. Não votei no Louro e ele sabe disso, nas últimas eleições minha família fez oposição contra a sua chapa, meu irmão que foi eleito vereador era do lado contrário. Levantei o azul da última vez. Tenho fotos que confirmam, mas não voto no 47 há duas eleições. Porém sei discernir a política do pessoal. O Louro é um grande homem. Sua história e digna e seu histórico é admirável. Esteve em minha casa e pediu desculpas ao meu pai por, de certa forma, ter decepcionado porque afirmou ter respeito pelo seu Feliciano. Santa Luzia está crescendo, agora que fez a maioridade, 18 anos de emancipação e é normal que os problemas existam. Belém tem quase 400 anos de idade e tem passado maus bocados com a falta de saneamento, problemas como a fome e a violência. Não que por isso perdoaremos o prefeito por seus pecados, não. É nosso DIREITO exigir, é DEVER dele fazer o melhor possível. E, se não estamos satisfeitos, existem meios para fazer valer a lei e os processos estão correndo. A Justiça está à par da situação, os vereadores estão aí pra isso também. Mas não confundamos o Lourival Fernandes com o Prefeito Municipal. Se ele precisar perder o cargo, lembrem-se, ele continuará sendo o Louro, assim como o Nato continua sendo o Nato. A história será escrita de uma outra forma, mas jamais, jamais eu repito, será apagada, pois antes dessa, muitas outras páginas já haviam sido escritas antes.

E você pode ou não concordar comigo. É isso que nós chamamos de personalidade. Fique a vontade!

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA? A FEIRA



Numa de minhas viagens à capital do Estado, enquanto esperava o ônibus para o itinerário, lembro de ter ouvido o comentário de um forasteiro: “Já rodeio o Pará quase todo e esta é a segunda cidade onde a feira acontece aos domingos”. O visitante estava admirado com o movimento daquela vila tão pequena e tão agitada num dia que sugere tranqüilidade. Buzinas, caminhões, ônibus, taxis, motos, bicicletas, paus-de-araras e carros de mãos se confundiam numa movimentação que fazia da feira do 47 um dia realmente agitado. O comércio de Santa Luzia sempre foi assim bem movimentado, o lugar fica numa posição estratégica na região onde há escoamento de mercadorias. Agricultores, vendedores, atravessadores, pecuaristas vinham fazer negócios naquela manhã de domingo pra satisfazer as necessidades da semana toda. Comerciantes de todos os ramos lucravam com a movimentação. A troca e venda de mercadorias fazia da cidade, às margens da BR, um lugar curioso. Caminhões e turistas que rasgavam o estado rumo ao nordeste paravam para um lanche assustados com o movimento.
A feira luziense era também o ponto de encontro da juventude, das senhoras e dos amigos. Na feira, os amigos se encontravam pra bater aquele papo, beber aquela cerveja bem gelada e fazer apostas para o jogo de futebol que normalmente começava quando o movimento acabava. Da feira, a agitação que ficava era a da Currutela, bar localizado no centro dos acontecimentos e de onde os torcedores viam o jogo dos times mais queridos da cidade. Ali, a bagunça era generalizada, restos de entulho e lixo que ficava do alvoroço da manhã perdurava por lá misturados com o cheiro de caranguejo e peixe que se confundiam com o cheiro da pirassununga e da cerveja da galera na hora da apitada de gol. Lembro do problema que foi para a prefeitura mudar o dia do acontecimento. Muitos tentaram mas poucos tiveram a coragem de peitar os comerciantes para mudar o domingo da feira para o sábado. Uma confusão. A nova gestão, petista, diga –se de passagem queria a mudança e, para isso, usou de argumentos apelativos: o dia de domingo é para o descanso, o lazer com a família, domingo também é dia de folga para o comércio das cidades vizinhas como Capanema, e por isso, muitos comerciantes daquela cidade vinham vender os seus produtos no 47 e acabavam levando as divisas do município, alegavam os favoráveis à modificação. O povo foi convidado para a reunião, o comércio reagiu, e, só depois de muitas e longas discussões, a feira mudou de data. Hoje ela acontece aos sábados pela manhã. E, para os mais pessimistas, a mudança surpreendeu, aos que diziam que o movimento ia acabar, uma surpresa, a feira acontece firme e forte, com quedas de vendas é preciso lembrar, mas ainda é uma feira muito visitada e bastante movimentada. A mudança da feira é uma realidade e nós não poderíamos deixar passar. E o domingo, como ficou? Bem, o domingo mais parece dia dos mortos na cidade, não há quase nenhum movimento, alguns comerciantes ainda resistem e abrem as suas portas mas no geral, o domingo é dia mesmo de badalação nos igarapés e banhos da região. O Tentugal agora é o ponto de encontro para a cervejada da galera, o Coração de Mãe virou atração turística lá no Muruteua e o Caeté que era muito requisitado virou a última opção pela distancia. Com essa mudança da feira, o 47 ganhou um ar de metrópole onde as pessoas trabalham durante a semana e ao final dela viajam para o interior a fim de descansar na casa com varandas e igarapés. Chique, né? Mudança aprovada, portanto. Parabéns pela audácia e coragem dos idealizadores. Afinal de contas, o lazer também faz parte do desenvolvimento das sociedades.

25 de janeiro de 2010

Rêgia...Essa é pra ti, amiga!


Quem já nos fez uma visita por aqui também foi a Regiane, a Rêgia. Gente finíssima e por quem eu tenho o maior carinho. Vou postar uma fotinha dela e da sua turma que eu sei, é uma galera pra lá de divertida. As meninas estão em toda e já faz, parte das baladas das noites luzienses.
Beijos, amores...e até o carnaval quando a gente se encontrar pra mais um dia de festa e alegria. Vamos TROLHAR muito, como diz a Rêgia!

Neguinho do Coco e professora Luzia Vanda...


Abraços ao vereador Neguinho do Coco. Já ouvi buzunzus que ele e sua esposa, a professora Luzia Vanda estão antenados nas novidades da internet e já até deram uma olhadinha por aqui por esse blog. Sejam bem vindos os dois. Estarei ai no carnaval para cobrir a saída do bloco dos deserdados e fazer aquela reprodução fotográfica para um novo quadro que o blog Santaluziapontocom está quase para lançar: “PESSOAS QUE FAZEM FALTA” e, como homenageado da primeira postagem, teremos o Jamilson, o filho do casal e meu amigo que, sei, sem dúvida, faz muita falta.Estarei no Bloco. Farei uma visita aos dois, pois vamos postar também o vereador Neguinho na página de PERSONALIDADES LUZIENSES.

Até Breve.

Abraços na família!

E A LUZ, COMO FICA?


E por falar em água...tem muita gente reclamando da luz também. Em Santa Luzia, o problema é caótico, FALTA ENERGIA PRATICAMENTE TODO DIA! Hum... Sem comentários. A Antiga CELPA até privatizada já foi. Há anos, inclusive. Hoje, a REDE CELPA é uma das recordistas em reclamações pelos péssimos serviços prestados pela deficiência na manutenção, tanto que quase sofre sanções do Governo Estadual. Propagandas à parte, a Companhia elétrica que já não é mais do Pará, junto com a companhia de telefonia, também privatizada, estão em maus lençóis com os consumidores, que além de reclamarem, exigem providências urgentíssimas. E, sabe quem também está sendo pressionada pelos consumidores? A COSANPA, aquela da postagem passada, não é à toa que já estão falando até em privatização.

Hum, sei não. Enquanto o lucro dessas empresas forem prioridade, o consumidor parece mesmo que vai ficar só nos recordes de reclamação.

E olha, a culpa também não é da Prefeitura viu! PRIVATIZAR é retirar do governo o poder de administração. A REDE CELPA é uma EMPRESA PRIVADA.

É do dicionário as conceituações, veja:

Privatização ou desestatização é o processo de venda de uma empresa ou instituição do setor público - que integra o patrimônio do Estado - para o setor privado, geralmente por meio de leilões públicos. No Brasil, o processo de desestatização consistiu principalmente em tornar o Estado um sócio minoritário, pois grande parte das empresas já eram de capital aberto e negociadas em bolsa de valores e o Estado Brasileiro, através do BNDES, continuou como sócio minoritário.

Privatização é um processo de venda de empresas estatais produtoras de bens e/ou de serviços. Estes podem ou não enquadrar-se com sendo estratégicos e/ou essenciais (por exemplo: fornecimento de água tratada e coleta de esgotos, de energia elétrica, de telefonia fixa, de gás canalizado, e outros). Há também sob a administração do Estado, instituições tais quais o setor de previdência social.

Isso quer dizer que não podemos cobrar da Prefeitura uma resposta? Não, nem pensar. A Prefeitura, se atuar com mão de ferro, pode sim cobrar dessas empresas que retiram parte do seu lucro do nosso município também, uma solução para as insatisfações da sua população. A prefeitura pode intervir, exigindo e cobrando atitudes, mas além disso, não cabe ao setor público.

ÁGUA PRA BEBER, ÁGUA PRA LAVAR A VIDA




Informações diretas vindas do 47 apontam a precariedade do sistema de abastecimento de água em Santa Luzia. A mamãe está por aqui e disse que as reclamações são gerais: “NÃO TEM ÁGUA NA CIDADE”. Tem gente injuriada com o prefeito, mas...Coloquemos os pingos nos is, o prefeito de fato não é o culpado da situação não. As pessoas às vezes querem achar um culpado e como não entendem muito do assunto, pregam o prefeito na cruz. A COSANPA, que é o órgão responsável pela distribuição e pelo tratamento da água no Pará e, claro, no município, a prefeitura pode intermediar as ações desse órgão mas não é a responsável direta por suas prioridades. Vamos combinar que, desde muito tempo, a água em Santa Luzia não é uma fartura. Banho de chuveiro, pelo menos pra mim, nunca foi uma realidade. É comum por lá o famoso banho de cuia. Lembro desde a minha infância os gritos da mamãe para que acordássemos para encher as vasilhas de água antes que ela acabasse. A situação está se agravando, eu sei, a escassez está pior e, como diz a Mariazinha, “o negócio tá pegando”. Mas a falta de água é um caos geral. Basta ler os jornais, assistir os televisivos e constatar que o problema é generalizado. Os lençóis freáticos estão cada vez mais secos e os problemas com o desmatamento e o aquecimento global estão interferindo diretamente na hidrografia do planeta. Não esqueceremos também do clima que hoje é uma loucura, enchentes de um lado, secas de outros, gente que morre afogada, gente que morre de sede, pessoas que morrem sem suportar o frio, outras que morrem sem chance diante do calor. O mundo virou uma panela de pressão. Mandamos construir um poço no quintal de casa, em Santa Luzia, onde a mamãe mora, fomos ver se o artesiano saía mais em conta e um especialista disse-nos que nem os artesianos estão alcançando os lençóis de tão baixos que eles estão. Mamãe mandou cavar um poço amazônico, desses antigos, da época d balde e do carritel, pra ver se resolvia a escassez e, por sorte, cinco metros cavados de profundidade, a água já estava brotando. O poço é um solução imediata para os que estão sofrendo com a situação em Santa Luzia e em outros lugares. Mas, nem todas as famílias têm condições de ter um, o custo está fora da realidade econômica da maioria da s famílias luzienses. Os gastos são grandes, pois além de cavar, tem que pôr alvenaria, bomba, encanação e caixa d’àgua. Por isso, a população clama por uma atitude urgentíssima e a prefeitura precisa intervir de uma forma ou de outra e isso eu concordo. Mas, é preciso cuidado. O problema é antigo e, sabemos, deve ser solucionado, porém devemos ter inteligência em distingui a quem cabe a competência de resolvê-lo, senão corremos o risco de cobrar a pessoa errada e assim, de nada adiantará. Não façamos como o Serra, o governador de São Paulo que, num desses deslizamentos de terra na megalópole, afirmou que a culpa era da Marta Suplicy, “O deslizamento aconteceu por incompetência da gestão anterior”, disse o governador, se referindo a sua opositora. Um absurdo. Bem falou o Gilberto Cassab, o prefeito da cidade: “A culpa é da chuva, choveu forte e o barranco caiu, o que poderíamos ter feito?”. Então, como diz a música, “Cada um no seu quadrado”!

Estarei no 47 este fim de semana e passarei lá na casa do Louro para saber quais os planos da prefeitura para que as coisas possam melhorar a respeito deste assunto. Quando voltar, dou o retorno. Valeu!

24 de janeiro de 2010

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA? O RIO CURÍ



Na postagem de hoje, subscrevo um parágrafo do histórico da cidade de Santa Luzia do Pará, disponível no Portal Amazônia e que descreve a realidade hidrográfica desse município e que foi transcrito por mim aqui na página anterior:

“ O principal destaque é definido pelo rio Caeté, com início da foz do Rio Grande, até a foz do Rio Curi, e por este até a sua nascente, e daí seguindo em linha reta até o Igarapé Jeju, seguindo-se o curso até sua foz no rio Peritoró, indo por este até sua nascente e daí pelo paralelo do sentido oeste até encontrar o divisor aquário dos Rios Guamá e Piriá, seguindo pelo divisor até a nascente do rio Taurari, seguindo-lhe até sua foz no Rio Guamá, indo por este até a foz do igarapé Tininga, acompanhando-o até sua nascente e daí, em linha reta, até encontrar o igarapé Arioré com a Quarta travessa, seguindo por este igarapé até a foz do igarapé Furacão, subindo-lhe o curso até sua nascente e deste ponto vai em linha reta até a foz do Rio Grande, ponto inicial”.

Não há quem fale no 47 e pense nos rios e igarapés que marcaram tempos e vidas sem lembrar do RIO CURÍ. O rio dos bons tempos, o rio das grandes infâncias, dos inesquecíveis momentos, das brincadeiras da criançada. Falar no RIO CURÍ é obrigar o coração a sentir saudade. Saudade da época em que, em dias de chuva, a garotada perdia tempo nas biqueiras que jorravam água dos telhados. Saudade do tempo em que as valas cheias de água barrenta eram o passatempo predileto da meninada luziense. Saudade dos tempos em que a garotada escorregava nos pátios com o bucho deslizando no chão ensaboado de OMO. Saudade daquele medo terrível de corisco, raio perigoso que vinha do céu e matava menino de choque elétrico. Saudades, muitas saudades, das turmas de amigos descendo a ladeira de braços abertos preparadas para o pulo da ponte, o mergulho indescritível no RIO CURÍ. Aquele rio foi paisagem de muitas historias, foi cenário de muitos sorrisos e brincadeiras, foi tábua de lavar pra muitas famílias, mulheres que se encontravam às suas margens para a lavagem das trouxas de roupa suja. A molecada traquina nadando de um lado para o outro. A mulherada gritando para os menores tomarem cuidado com os perigos do rio. Naquela época, tínhamos um igarapé, ali, bem pertinho de nós, no nosso quintal, bastasse que a mãe deixasse e nós corríamos pra lá. Lembro pouco dessa época mas sei que mergulhar nas águas daquele rio foi uma experiência indescritível. Lembro dele com um aperto no coração pois sei que ele viveu dentro de cada um de nós que morava ali quando ele era um rio vistoso, fundo, cheio, e lindo. Passava por lá sempre que íamos no sitio da dona Fátima, a esposa do seu Sebastião Lopes, que era compadre da mamãe. Passávamos pela ponte e, às vezes, de tão cheio que estava o rio, precisávamos tirar os sapatos e arregaçar as calças. Havia cobras por lá e peixe também. Muita gente jogava o anzol da ponte e ficava por ali esperando a recompensa. O CURÍ era um rio vivo e dava vida também aos nossos sonhos e fantasias.
Fico triste em constatar que aquele rio, o RIO CURÍ, morreu. Lembro das incontáveis tentativas para salvá-lo da infeliz realidade de hoje. Confesso que sempre que ouvia sobre o seu futuro catastrófico eu nem imaginava que chegasse ao ponto que hoje testemunho. Era inacreditável pra mim crer que um rio tão grande pudesse sumir do mapa. Eu pensei que era conversa fiada, coisa de ambientalista e agora, indignada, vejo que as previsões eram reais. Aquele rio no qual eu mergulhei e de tão fundo eu nem ousava sair da beira é hoje uma vala no meio do velho ramal. Aquela ponte de onde pulávamos, é madeira encalhada num porto que já não existe mais. E aos que não viveram a minha infância ele é apenas um texto que hoje eu escrevo.

A extinção do RIO CURÍ. A sua morte precoce e quase que já decretada é uma mudança que eu reprovo no nosso município. Se há algo ainda a ser feito. Se existe ainda bom senso e um mínimo de amor que seja, ao verde e ao meio ambiente ,que alguém lembre do RIO CURÍ. Tragam ele de volta à vida e devolva a nossa existência o prazer de vê-lo novamente trazendo água o suficiente para muitos outros mergulhos que os nossos filhos desejam dar.

Santa Luzia do Pará


ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS HISTÓRICO
O município de Santa Luzia do Pará foi criado através da Lei nº 5.688, de 13 de Dezembro de 1991, sancionada pelo então governador Jader Barbalho e publicada no Diário Oficial de 20 de dezembro de 1991, edição de nº 27.122. Foi desmembrados dos Municípios de Ourém, Bragança e Viseu, com sede na localidade de Santa Luzia, que passou à categoria de cidade, com a denominação de Santa Luzia do Pará. Sua instalação oficial ocorreu no dia 1º de janeiro de 1993, quando tomaram posse o Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores eleitos no pleito municipal de 03 de Outubro de 1992. A ocupação inicial deste município foi motivado pela abertura da Rodovia federal Br- 316, a Belém-Brasília. De acordo com a publicação "Municípios Paraenses" (1990), seu primeiro morador foi Manoel Gaia, nordestino, que, seguindo os picos demarcatórios da futura rodovia, instalou-se em um dos marcos que viria a ser o Km - 47 dessa estrada, no sentido Capanema / Gurupi. Sua ocupação aumentou depois da inauguração, pois o grande tráfego abria novos horizontes para os que ali se estabeleciam. O primeiro nome dado à localidade foi " Dr. Tabosa" , em homenagem ao engenheiro responsável pela demarcação daquele trecho da rodovia. Como a população não assimilasse essa denominação, o lugar ficou conhecido como " Km - 47 " do Pará-Maranhão, pelo fato de ficar a 47 Km de Capanema. Com a escolha de Santa Luzia para padroeira da localidade ganhou como denominação, o nome desta santa. No dia 28 de abril de 1991 foi realizado o plebiscito para decidir sobre a emancipação municipal. Dos 5.746 eleitores, votaram apenas 3.611, sendo que 97,99% dos que votaram optaram pelo "sim" . LIMITES Ao Norte - Municípios de Bragança e Tracuateua A Leste - Municípios de Viseu, Nova Esperança do Piriá e Bragança Ao Sul - Município de Nova Esperança do Piriá A Oeste - Municípios de Garrafão do Norte, Capitão Poço e Ourém LOCALIZAÇÃO Este Município pertence à Mesorregião Nordeste Paraense e a Microrregião Guamá. A sede municipal tem as seguintes coordenadas geográficas: 01º 27' 06" de latitude sul e 46º 57' 35" de longitude a oeste de Greenwich. HIDROGRAFIA O principal destaque é definido pelo rio Caeté, com início da foz do Rio Grande, até a foz do Rio curi, e por este até a sua nascente, e daí seguindo em linha reta até o Igarapé Jeju, seguindo-se o curso até sua foz no rio Peritoró, indo por este até sua nascente e daí pelo paralelo do sentido oeste até encontrar o divisor aquário dos Rios Guamá e Piriá, seguindo pelo divisor até a nascente do rio Taurari, seguindo-lhe até sua foz no Rio Guamá, indo por este até a foz do igarapé Tininga, acompanhando-o até sua nascente e daí, em linha reta, até encontrar o igarapé Arioré com a Quarta travessa, seguindo por este igarapé até a foz do igarapé Furacão, subindo-lhe o curso até sua nascente e deste ponto vai em linha reta até a foz do Rio Grande, ponto inicial.

Fonte: SEPOF-PA Portal Amazônia 08/02/2007 - KR