5 de abril de 2010

Hircléia, aquele abraço!


E o me abraço de hoje vai par a Hircléia – eu realmente não sei se se escreve assim, mas vale a intenção. Ela que é a assessora do deputado Adamor, quem, segundo ele, é o seu braço direito, e quem me tratou numa educação inigualável .

Pensou que eu havia esquecido, né? Não, nem pensar. Estou te mandando esse abraço por meritocracia. Estiveste comigo sem me conhecer e me acolheste com sua educação mais pura e sincera. Muito obrigada a você que eu admiro por ser inteligente, simpática, humilde e, claro, competente.

Beijos, amore. Valeu pelo carinho!

EDNALDO LUCENA, do empresário ao ex vendedor de coxinha


E antes mesmo de ter viajado para Santa Luzia, eu já havia combinado com o Ednaldo de fazermos aquele bate papo aqui para o blog. Ele é meu amigo pessoal desde os tempos de criança e eu nunca neguei pra ninguém o meu amor por essa pessoa. Fui à Santa Luzia para o nosso encontro, marcado na ultima vez que estive lá, no aniversário do Nando. Estou me preparando para uma longa viagem a Itapecuru Mirim, cidade onde ela mora hoje. Vou até lá saber como anda o trabalho e o negócio de um dos empresários mais bem vistos nas bandas do Maranhão.


À noite na em visita ao amigo a sua casa: “Meu amor, é você,que honra. Sente aqui, vamos bater um papo!”. Ele não reconheceu o carro porque eu não fui no meu e se assustou quando me viu saindo do veículo, engraçado!

O Ednaldo, hoje com sobrenome por conta do nome empresarial, Lucena, é filho de Santa Luzia. Nasceu por lá e se criou ali, na rua que dá a minha casa. Filho do indescritível Manoel Pinto e da insubstituível professora Olinda da Luz, ele que desde a infância trabalhou no ramo de vendas, foi vendedor de chop, panos e utensílios domésticos, ficou conhecido na cidade como o vendedor de coxinhas. Era cedo quando ele adentrava a nossa casa com a vasilha de alumínio cheia de unhas de galhinha,gritando pela mamãe que o tratava como um filho – e é assim até hoje. Eu ainda dormia quando ele saia para o trabalho sempre muito alegre e falante. Era coroinha na igreja e estudava na Florentina junto comigo. Fizemos catecismo juntos também e na primeira comunhão estávamos todos lá: eu, a Thaisa, a Norinha, a Cassiana, O Celson e outros amigos que conviveram conosco momentos inesquecíveis.


Ednaldo cumprimentando a população antes da entrega das cesta básicas – 284 cestas foram distribuídas para a população.

Fui sua amiga a infância toda e só nos separamos porque o destino nos reservou caminhos diferentes. Eu fui estudar para a capital e ele buscou realizar os seus sonhos caminhando pelo mundo. O Ednaldo desde sempre foi audacioso e sonhador. Quis ser rico porque sofria sendo pobre. Quis vencer porque não se contentava em ser um perdedor. Se perdeu durante muito tempo nos jogos de baralho, não conseguiu se estabelecer numa de suas voltas aqui pra capital e foi e voltou várias vezes para o 47. Não foi feliz sendo o Ednaldo filho do Manoel Pinto. Ele queria mais, queria ter o seu nome escrito em letras garrafais. Viajou muitas vezes a procura de uma vida melhor. Quebrou a cara dezenas de vezes quando tentou fazer mais do que podia até chegar ao Maranhão, numa cidade onde o tio era prefeito. “Ele nem me conhecia!”, me disse sorrindo. “Cheguei lá me apresentando, eu era doido mesmo!”. “Morei lá um tempo e apesar de ele ser prefeito, eu comi o pão que o diabo amassou!”.


Ednaldo aos ouvidos do povo que reclamou por não ter recebido a senha distribuída pelos dirigentes de setores da comunidade. “Tem problema não, esperem ai que eu vou atendê-los!”

O Ednaldo ainda não era o empresário de hoje, mas quis ser. Era papeador, conheceu pessoas influentes, foi se metendo nas conversas alheias e foi se entrosando com gente grande. Conheceu a elite empresarial e se envolveu com os grandes nomes ate ganhar a confiança do Rei do Arroz Maranhense. Hoje é empresário, deixou de ser o Ednaldo Pinto, o vendedor de coxinhas pra ser o Ednaldo Lucena. Tem empresas, carros, caminhões, empregados, firmas e bens materiais. Casou-se com a enfermeira da cidade, tem dois filhos e se diz feliz. Não fosse um detalhe: a política! Maldita seja ela, diria a sua esposa se estivesse escrevendo esse texto. Eu nunca vi alguém tão predestinado. Nunca enxerguei ninguém tão obstinado. Jamais me passou pela cabeça que chegaria de ouvir alguém me dizer que sonha com isso, que deseja isso, que quer isso com todas as suas forças. Eu ria a principio, mas passei a crê no seu sonho pela vontade grandiosa que senti vinda dele. Não o condeno por sonhar. Admiro a sua fé. Aplaudi a sua garra. O Ednaldo é diferente de todos os políticos que eu conheço, ele não quer, ele sonha! Muita gente quer ser prefeito de Santa Luzia. Ele sonha em ser! Falei com ele, tentei convencê-lo de que a vida que ele leva hoje é tranquila e sem problemas, tem dinheiro, uma família linda, carros e imóveis, mas ele disse que isso não basta pra que ele seja feliz. “É sonho, Junia. E eu vou ser prefeito dessa cidade. Quando não me importa, mas eu vou ser!”.


Cestas básica doada por ele às pessoas carentes. Gêneros alimentícios de primeira qualidade: “Quer doar, doe do melhor pra receber o melhor também!”

Não sinto covardia nele, não o sinto cafajeste e nem ladrão. É meu amigo e eu o admiro pela vontade e pela coragem. Sinto vontade nele, desejo de melhorar as coisas. Sei que é um homem muito inexperiente e um menino muito empolgado ainda, mas está lutando por seus desejos de forma honesta. Trabalha, ganha dinheiro e anda investindo pesado nessa sua vontade, que o próprio pai chama de loucura. Eu não vejo assim. Sinto que não é assim e o admiro por isso.


A senhora com o garotinho no colo que mais me emocionou nesse dia: “Le não mastiga ainda , mas eu preciso comer pra alimentar ele”, me disse a mãe triste por não ter recebido o alimento. Fui com o Ednaldo e pedi a ele que desse a cesta a ela. Ele acatou o meu pedido. EMOCIONANTE!

Perguntei se ia se candidatar nas próximas eleições e ele me disse que não sabe ainda. “Sonho em ser mas não quero me empolgar e fazer a coisa errada na hora errada!”. Perguntei quem seria seu parceiro de campanha e chapa numa possível candidatura: “Não sei ainda, mas só entro se a pessoa for honesta, porque dinheiro eu tenho pra fazer o resto!”. “Não é muita audácia sua querer chegar assim do nada e entrar numa campanha com tantos nomes já conhecidos e grandes?”. “Não, nem pensar. Meu trabalho é honesto, meu dinheiro é honesto, meus planos são realizáveis e minhas vontades são as melhores. Não estou chegando agora. Sou filho dessa cidade e só não moro aqui porque ela não me deu condições de vencer na vida. Estou fazendo um trabalho de anos, tenho tempo, sou novo ainda e sei ter paciência. Vou ser prefeito de Santa Luzia, Junia, escreve ai. Quando, eu não sei ainda, mas vou esperar o meu dia chegar”. Ele quer e está fazendo por onde. Já tem grupo formado, nome no cenário estadual e federal e tem gastado muito dinheiro nas políticas assistencialistas. É patrocinador de muitos eventos e tem o seu nome assinado em muitas pequenas obras sociais.


Ednaldo discursando e agradecendo à população pela presença: “Eu ainda não sou político faço o que posso, se pudesse faria mais. Rezem pra que eu ganhe muito mais porque assim no outro ano o numero de cestas vai triplicar!”

Sua casa agora é casa de político apesar de ele não exercer nenhum cargo público. Estive lá e confirmei isso. Centenas de pessoas passaram lá pra tomar o café da manhã recheado de bolo, pão, queijo e tudo o que se podia pensar. O Ednaldo é o tipo de gente pobre que fica rica e é chata pra essas coisas.


No café da manhã lá na casa do Ednaldo – o grupo de amigos que se reuniu no quintal para uma conversa cheia de boas lembranças.

Ele doou quase 300 sextas básicas para as famílias carentes do município e não houve uma pessoa que não percebesse o bom gosto. As cestas eram caprichadas com produtos de boa qualidade (arroz Fazenda, macarrão Ricosa, óleo Soya, milharina Marisa, biscoito cream crak, coca-cola original). “Estou oferecendo o melhor pra receber tudo de melhor também!”. “Se quer doar doe o bem que receberás o bem”.


Na rua centenas de pessoas esperavam a entrega do almoço de páscoa

Deu um show esse meu amigo. Boa sorte, Ednaldo. Sucesso ai na sua empreitada!

PERSONALIDADE LUZIENSE: DONA ADALGISA


E numa de minhas visitas ao 47, dei uma voltinha na casa da Dona Adalgisa, a costureira mais famosa da cidade. Ela não é de Santa Luzia mas fincou suas raízes ali desde muito tempo, tanto tempo que eu nem lembro se um dia eu vivi naquele lugar sem a figura desta pessoa. Mulher de fibra, de coragem. Desde que eu me entendo por gente já vivia só nos cuidados com os filhos. Pessoa respeitável e cheia de muita moral sempre se distanciou dos comentários e nunca se envolveu em fofocas. A dona Adalgisa é comadre da mamãe, mas sempre foi o braço direito da minha Irmã Luzia, a quem sempre tratou como filha. As duas foram sempre muito cúmplices e a senhora costureira foi quem regrou a inexperiente mãe na educação das duas filhas: a Nara e a Nívea. Lembro dela, mas nunca fora de casa. As vezes em que eu passava naquela rua por detrás da Barraca da Santa eu sempre a enxergava debruçada em sua labuta diária, a costura. Passava por lá e num único virar de pescoço lá estava ela e sua máquina Singer de barulho característico às pedaladas para o desenrolar da linha. É incontestável a sua competência, dos mais pobres aos mais ricos, todos já fizeram encomendas a ela. Na época em que a moda era a costura artesanal, ninguém recriou e reinventou mais modelos do que ela. Lembro que na sala de costura que ficava de frente pra rua e ao lado da entrada da casa, as pessoas passavam horas a fio na escolha do modelito nos incontáveis catálogos e revistas de manequins para que ela repetisse o feito. Casamento, dos mais nobres aos mais simples, as noivas recorriam a ela. Quinze anos, dos mais chiques aos menos enfeitados, ela era quem fazia o vestido. Festa das Flores então, nem se fala, a salinha de costura ficava que não cabia gente, todos da redondeza confiavam e optavam pelos seus dotes. Era prendada nos afazeres com o corte. Pregava botão como ninguém, imitava os modelos das revistas com uma perfeição de dar inveja. Era famosa a dona Adalgisa. Mamãe era vendedora de cortes, ela viajava para a capital e comprava os panos no Xerfan para a revenda: cambraias, cetins, sedas, tergal, brim, morim...era uma quantidade imensa de recortes de panos, lisos ou estampados que trazia para vender no 47 e nos interiores ao seu redor. Muita gente comprava pano dela por conta da indicação da costureira, a dona Adalgisa. Nós lá de casa só costurávamos roupas se fosse para as bandas de lá. O conjunto azul, tão famoso e tão falado, da minha primeira comunhão, foi ela que costurou, o vestido de 15 anos da minha irmã Deusa, ousado e tão moderno, ela que recriou. Não havia ninguém que não confiasse no seu trabalho. Não houve e nem haverá alguém que sofresse o descontento depois do trabalho feito. Ela era tão cogitada que criou os filhos todos só com o dinheiro das encomendas.
Lembro que ela fazia parte das decisões da mamãe. Dona Maria respeitava os conselhos da comadre como se fossem ordens, ás vezes ela contestava os modelos que a mamãe escolhia pra gente: “Que é isso Maria, a menina vai sair de casa que nem um palhaço. Não, nem pensar, vamos escolher outro!”Era bacana porque a Mariazinha nunca teve bom gosto. Agora de tudo o que eu sei e sinto sobre essa nossa personalidade luziense de hoje, nada me marcou mais que o corte, não os de costura, mas o de cabelo. Dona Adalgisa era costureira mas inventava que era cabeleireira e isso me causou alguns traumas, sem dúvida. É só tentar dar uma outra olhadinha na foto já postada aqui do dia da minha primeira comunhão, aquele corte de cabelo infeliz, quem fez, advinha? (KKKKKKKK). Então, a dona Adalgisa. Lembro como se fosse hoje, a mamãe ordenando para que a acompanhássemos até a casa da comadre, íamos com aquela sensação de estarmos indo para o matadouro. Chegávamos lá chorando e ela ria da gente: “Tá chorando por que? Se cuidasse da cabeça não precisava cortar, agora tá com a bucha cheia de piolho e sujeira, é melhor meter a tesoura!”. Ela era podre!!!Estava sentada e lá mesmo ficava. Chamava a gente pra mais perto e do nada, puxava a cabeleira e com a mesma tesoura do corte da roupa, mandava brasa nos cachinhos queimados de tanto sol. Eu tinha ódio. Faltava morrer de chorar quando via o meu cabelo caindo no chão. Ela era ótima pra modelo de roupa agora de modelo de cabelo, não entendia absolutamente nada! Eu adorava os conjuntos que costurava com mangas bufantes, mas bufava de raiva quando cortava o meu cabelo. Ficava podre! Eu já era feia (feia não, horrível) e com o cabelo daquele jeito ficava indescritível. Depois do corte eu mais parecia sei lá, o curupira. Horrível ao quadrado. Foi por causa disso que ganhei o apelido de macho e fêmea, fui confundida milhares de vezes com um menino e só saia de casa por ordem e obrigação. Mas eu aprendi a conviver com as mágoas todas. Admiro a dona Adalgisa e agradeço o carinho que cultivou e ainda cultiva por todos nós lá de casa. É uma grande mulher. Uma excelente mãe. Um maravilhoso exemplo. Parabéns, mãezinha! Que Deus a abençoe sempre.

4 de abril de 2010

PAIXÃO E MORTE DE CRISTO, tradição religiosa e parte da cultura luziense.

Estive em Santa Luzia para o feriado da Semana Santa – época em que a igreja católica e muitas outras comemoram a ressurreição de Cristo. Foi nesse período, há muito tempo que o enviado de Deus morreu crucificado.


Dramatização da Via Sacra de Cristo, agora feita nas ruas da cidade, muito lindo!


Cruz em chama em simbologia às paradas do Calvário - 1ª parada, Prefeituta Municipal, o julgamento de Cristo.

Desde muito cedo que eu e meus irmãos sabemos o significado religioso desses dias de total concentração de fiéis na igreja. Mamãe, como todo mundo sabe, é católica apostólica romana e nos ensinou tudo dentro das ordens divinas.


Bênção de joelhos, uma tradição religiosa que trouxemos desde a infância e cultuamos até os dias de hoje

Para nós de Santa Luzia, a Semana Santa é tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo, mas que já estava empregnada na cultura de nosso povo de uma forma tão inexplicável que todos naquela cidade fazíam as penitências ensinadas na missa pelo padre: o jejum, a benção de joelho, as comidas que eram proibidas como o porco e o boi, as ceias eram rústicas com pamonha, canjica, pé-de-moleque, beiju, bolo de milho e peixe, muito peixe.


O mingau de milho, a famosa canjica - comida típica da Semana Santa


Confecção das pamonhas, o enrolado de pasta de milho e coco que é um sucesso nessa época


O beiju feito da massa de mandioca, a sobra da polpa da farinha


Peixe - a carne branca - iguaria tradicional da culinária nessa época

A minha infância toda eu vivi isso de perto. Íamos para a dramatização na Barraca da Santa assistir à peça que contava desde a celebração da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, que ocorre do Domingo de Ramos, até a sua ressurreição, que ocorre no domingo de Páscoa. Estive lá e percebi que muitas tradições foram modificadas e algumas já até não existem mais, porém, participei de outras que o 47 faz questão de registrar ainda que o tempo passe e a gente cresça.

Me emocionei numa conversa que tive com o pároco de minha cidade, o padre Elias, que hoje é o responsável pelo crescimento do número de fiéis nos cultos e orações a Cristo. Ele, além de padre, e por isso respeitado, é admirado pela sua inteligência e pelo bom gosto no trato que tem com a paróquia.


Padre Elias, grande pároco, grande homem, orgulho do catolicismo da cidade

As tradições estão voltando e as comemorações católicas estão cada vez mais alicerçadas depois que ele assumiu as rédeas da igreja no município. Elogiei o seu trabalho e fiz um comentário acerca de algumas procissões que ele faz questão que aconteçam.


Procissão do Senhor Morto - caminhada de volta à Matriz que tráz o corpo de Cristo após sua morte

Acompanhei a procissão simbólica que retoma o calvário feito por Cristo e que já acontece há dois anos na Br 316, saindo da igreja Matriz em direção ao 48 e achei tudo muito lindo. Os fiéis percorreram um quilômetro em direção ao 48 recordando as 14 paradas feitas também pelo Filho de Deus até a chegada no palco a céu aberto onde se fez a crucificação. Um momento único e emocionante.


O prefeito Louro marcando presença na procissão com a família

Está de parabéns o Padre Elias que tem encabeçado a igreja católica nestes últimos anos com excelentes resultados. Estive na igreja na Quinta-Feira da Ceia, o quinto dia da Semana Santa e a matriz estava lotada. Neste dia é relembrada especialmente a Última Ceia, mas a missa mais esperada é, sem dúvida, a celebração do Lava-pés, onde se relembra o gesto de humildade que Jesus realizou lavando os pés dos seus doze discípulos e comendo com eles a ceia derradeira.


Procissão de adoração feita depois da missa do Lava-pés. Padre Elias encaminhando o povo à Barraca para a vigília

É nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e no amanhecer da Sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vígila ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza desnudando os altares, quando é retirado todos os enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer.


Figurino e figurantes da Paixão e Morte de Cristo 2010


Quem entrou na Matriz no dia seguinte percebeu a igreja em luto total, imagens cobertas, estatuas apagadas com panos cor de tristeza e eu entrei na igreja para beijar o Cristo crucificado na Sexta-Feira Santa.


As imagens cobertas por panos roxos simbolizam o luto dos cristãos após a crucificação de Cristo

A Sexta-Feira da Paixão é o dia em que a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e Adoração da Cruz.


O Beijo da Cruz - ação em devoção ao Salvador da humanidade

E à noite foi realizada a narrativa da Paixão: o julgamento, a via dolorosa, a crucificação. Beijei a cruz porque segundo o que minha mãe ensinou beijá-la é gesto simbólico dos fiéis para agradecer a Cristo por seu imenso amor pela humanidade.


As cruzes postas no cenário acéu aberto localizado no km 48, no terreno do Edno Alves


Revivi cada momento daquele relembrando dos meus melhores tempos quando as celebrações eram feitas e vivenciadas por nós de maneira mais intensa e vivas. A dramatização era feita na Barraca e era algo de molhar os olhos. As roupas eram bem confeccionadas e os atores eram sempre escolhidos a dedo. Cada cena da Paixão de Cristo era comemorada com emoção e orgulho pelos que moravam na pequena cidade.


A malhação do Judas - o discípulo traidor.

Sinto que a igreja está mais motivada e o padre tem tentado empolgar os fiéis ao máximo. Rezo pra que a fé não perca a sua velocidade e cresça cada vez mais nos corações do nosso povo porque o que a igreja mantém viva é a memória da nossa história, parte da nossa cultura que deve ser incentivada cada dia mais, independente do credo ou religião, do sexo ou da idade.

O PASSADO É UMA PARADA! PAIXÃO E MORTE DE CRISTO

E por falar em Paixão e morte de Cristo...

Que tal voltarmos ao túnel do tempo e relembrarmos um pouquinho daquela época em que a dramatização acontecia lá na Barraca da Santa? Boa ideia, né? Vamos lá então..para a página, O PASSADO É UMA PARADA, a página de maior sucesso desse blog. Fui ao 47 e era só disso que o povo falava (KKKK). Sempre que vou à Santa Luzia eu aproveito pra fazer umas visitas aos amigos e roubar aquelas fotos do tempo do arco da velha e que deixa a gente assim, morrendo de rir. Rir é bom...vamos lá então:


Aqui a Sônia, esposa do Mineirinho em sua performance encenando Maria Madalena, a prostituta perdoada e defendida por Jesus.


Mineirinho em seu papel mais importante: João Batista aquele que fez o batismo de Jesus


Antonio Moura, o meu irmão que encenou o papel de cristo durante três anos e quem encabeçou a dramatização quando criou e gerenciou o grupo Jovens de Cristo, composto por cada peça rara que era de dar dó. Mas os meninos caprichavam e arrancavam lagrimas da plateia .


A tentação de Cristo – esse diabo era original. No papel do demônio o nosso amigo inesquecível, o Louro, gente que faz falta nos palcos e carnavais do 47. FIGURAÇA, esse menino!

E no ano seguinte, cujo número eu relamnete não sei porque já faz muito tempo, a apresentação na Barraca veio com força total. Vejam:


E nessa foto a roupa impecável do Louro na figura de Pilatos. Esse menino merecia um 10 nas criações, vamos combinar, era criativo e muito bem ator. Só não soube escolher direito a mulher, porque a Juliana nessa roupa, mais parece que vai colar grau no Magistério. (KKKKK)


E essa foto no camarim, o que dizer dela? (KKKKK). O figurino perfeito da turma que encenava a Morte e Ressurreição de Cristo era de morrer. IMPECÁVEL! Destaque para a irmã da Net e o vestido de noiva da Juliana. (KKKKK)


E que tal a professora Juliana aqui em sua performance contemporânea na dança da Salomé? (KKKKK) Esse passo é dificílimo. Não é qualquer um que decora essa coreografia, a galera ai presente é realmente de primeira. Observe por exemplo a Nazinha (KKKKK) perdida nos passos tentando acompanhar a companheira da frente. UMA PIADA!

Dona Mena e seu Ademir, aquele abraço!


Ia deixando passar em branco, mas não posso. Estava indo em direção à casa do meu irmão Moura para uma visita e vi a homenagem feita ao casal OLIVEIRA pelos filhos e amigos num outdoor bonito e emocionante. Dona Mena e seu Ademir são parte da história de nossa cidade e merecem as nossas lembranças.Afinal, não é todo dia que um casamento completa a marca simbólica das bodas de ouro.

50 anos é a idade de convivência do casal. Eu já sabia da comemoração porque quando estive com o Adamor ele me contou, mas como estava no 47 e sem internet, não pude fazer a postagem que agora faço, atrasada, infelizmente, mas cheia de boas e saudosas felicitações.

Aos dois, parabéns, que a data sirva de exemplo para os muitos casais que hoje fincam o laço do matrimônio. Aos filhos, desejo coragem nos outros anos em que o apoio da família será necessário e obrigatório.

Muito bonito ver que a família ainda perdura e que o que Deus um dia uniu nenhum homem foi capaz de separar!

AMIGOS, amo muito! OBRIGADA!

Passando também para agradecer aos amigos que encontrei lá pelo 47 - gente que viveu a infância comigo e que me deixou muito feliz com cada sorriso e cada abraço ao me ver. Sou grata pela cidade onde eu cresci e constitui o melhor da vida: a amizade.

Santa Luzia é uma cidadezinha que ainda mantém viva a tradição da Semana Santa e os amigos que estão distantes do lugar, aproveitam para visitar a família e os amigos.


Família e parentes vindos do Maranhão para ceiar conosco em casa. Valeu Branco, Valeu Wylliamy, vocês fizeram do almoço uma aventura.


Lúcio e sua esposa lindérrima, Ieie, Dorinha e o maridão da minha amiga Alcionilde.


Lá no bar do Macaxeira's: meu irmão e vereador Nando, Ednaldo Lucena, meu grande amigo, Robertão, o meu cunhado, Macaxeira caras e alhos, Robson Parente, um amor.


Na pracinha da Matriz: a Nega, a Deijane (nossa quandto tempo né amiga?), a queridíssima Aila e seu filhão, o Aiko.


Na casa do Ednaldo: O vereador Franço, o seu Manoel Pinto(uma figura), o Ednaldo Lucena

Imperdível as conversas e os risos que damos quando estamos juntos. Deus abençoe a todos. AMO MUITO, podem ter certeza. Sou a Joana Vieira, mas a Junia ainda está muito viva dentro de mim.

Conthy...minha amiga!


Ontem, Sábado de Aleluia, foi o dia anterior ao domingo de Páscoa, e não por coincidência é o dia em que se acende o Círio Pascal, uma grande vela que simboliza a luz de Cristo, aquela ilumina o mundo. Nesta vela, pra quem não sabe, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo”. Principio e fim. Morte e vida. Vitória e derrota. Portanto morrer faz parte da vida e perder faz parte do ato de vencer. Jesus morreu, porém não fosse o fato, Ele não teria ressuscitado. Esperamos em celebrações em vigília pela ressurreição de Jesus Cristo, segundo a tradição católica, para que pudéssemos ver e crer o seu ressuscitamento, o sepulcro onde estava Jesus apareceu aberto na manhã de Domingo. Seu corpo e os lenços sagrados estavam desaparecidos. Isso significa em outras palavras que é preciso ter fé e que se acreditarmos nem tudo está perdido.

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificaçã. O termo PÁSCOA como o proprio sentido afirma é PASSAGEM. Não é atoa que é nessa época que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito. Dito isso, encaminho-os, os meus leitores que aproveitem este domingo para refletirem sobre as palavras que representam a data – sem pensar em ovos e coelhos – e se prestem a fisgar o que há de mais bonito no domingo que começa agora: FÉ, RESSUSCITAR, VENCER, ACREDITAR, CONFIAR, LUTAR, COMEMORAR,PASSAGEM.

Tudo isso pra informá-los de minha visita à casa da Conthyeta, uma amiga que tem passado por um calvário inenarrável. Sua luta pela vida tem sido de crussificações e muita chibatada. Ela tem sido condenada a permanecer numa cadeira de rodas. Tem tido a fida em sacrifício e uma labuta de muito ardor e dor. Nessas horas, os amigos se afastam, são poucos os que visitam, infimos os que ajudam, e menor ainda os que rezam por sua melhora. Não tenho palavras que descrevam o meu sentimento diante desta amiga que hoje tem passado por sua maior provação: VIVER! Senti dó, senti dor, senti pena. Quis chorar, desacreditar, maldizer a Deus. Mas em minhas reflexões, o que ficou foi que a vida tem surpresas que nós não desejamos, mas que chegam. Perder faz parte, lembram? Então, vi uma foto que agora posto neste blog da Conthyeta bem, muito bem. Seu olhar tranquilo e seu sorriso meio tímido confirmam isso. Sem dúvida, não esperava que a vida fosse lhe aprontar essa. Quem de nós esperaria? Quem de nós está preparado para uma fatalidade? Nenhum. Ninguém se prepara pra dor. Ninguém espera o choro e talvez esteja aí, a razão das nosssas frustrações, talvez estejam aí o pesar das nossas incertezas. Quantas vezes deixamos de acreditar em Deus por que tudo deu errado? Isso porque nunca pensamos que as nossas narrativas terminassem em finais infelizes. Mas a vida e morte de Cristo provam a nós que o sofrimento é parte da vida. É preciso morrer para ressuscitar . É preciso apanhar para provar que aprendemos. Foi assim com o Filho de Deus, não será diferente conosco. A morte ensina a viver. O choro faz o sorriso ficar mais bonito e sofrer, às vezes, ainda é o melhor caminho. Não entendo porque Deus fez isso com ela. Não compreendo os seus motivos. Não sei qual ensinamento Ele pretende prostando a minha amiga naquela cadeira, mas de uma coisa eu estou certa: a imagem da Conthyeta tem sido pra mim um grande ensinamento. Depois que sai de sua casa, voltei pra minha pensando que é preciso viver melhor, acreditar mais em Deus e amar as pessoas que estão ao meu redor. Estou rezando por ela e creio que todos nós precisamos fazer isso, se não a visitamos, se não a ajudamos, que rezemos então, façamos a nossa vigília, quem sabe por aí não chegue mais uma ressurreição. Entregue um pouco do seu tempo neste domingo à oração por sua cura, é confiando que podemos ajudar.

O Senhor esteja com ela e no meio de todos nós. Feliz páscoa, amigos. E depois da troca de ovos, pensem na oração e na lida do verdadeiro sentido desta data pascoal.

"Mas tudo passa, tudo passará..."


E se na vida tudo passa, a dor também é passageira. Não só por isso já consegui ver no rosto do Edno, meu amigo, um sorriso doce e cheio de esperança. Eu o vi acariciando a sua filhinha e me emocionei em vê-los aos risos depois de uma fatalidade que quase lhe custou a vida: a morte do filho.

A morte do Kayo veio com a ressurreição do pai na chegada da Maria Eduarda, um bebê lindo e cativante. Passei por aqui pra mostra a vocês que a vida tira mas também oferece que é preciso esperar pois novos frutos virão,a colheita pode sim ser boa. Ver o Edno superando foi motivo de muita alegria pra mim que o vi arrasado depois do baque.


Na imagem, os gêmeos ainda muito criança num olhar atraente e amável ...parecidíssimos. O Edno me mostrou a foto aos risos: “Acredita que nem eu sabia quem era o Kayo nessa foto?” . “São iguais e lindos. Perder uma coisa tão linda assim dói demais viu, mas a vida continua, bola pra frente, né, Maria Eduarda?”. EMOCIONANTE!!!

Foi muito bem te ver, amigo.

3 de abril de 2010

Santa Luzia: A VIDA EM CLICS...

Cheguei de Santa Luzia nesta noite de sábado e estou muito cansada ainda para escrever qualquer coisa, por isso, durante a semana, teremos uma série de matérias imperdíveis. Trouxe muitas novidades de lá. Quentinhas. Bacanas. Interessantes. Por hoje, vou apenas editar algumas imagens que me emocionaram neste fim de Semana Santa no 47.


A mãe com o filho no colo eu não conheço e nem seu seu nome mas me emocionei ao Vê-la ali na frente da casa do Ednaldo quando este fez a doação das cestas básicas às famílias carentes: "Eu não ganhei senha, mas queria a cesta pra garantir o almoço. Meu menino não mastiga ainda, mas eu sinto fome e preciso de comida pra sustentar a mama!". Eu fiquei sentida e chamei o Ednaldo que, mesmo sem outras senhas, deu um jeito e ofereceu a cesta a eles. Eu pedi pra bater a foto e ela me disse:" A senhora foi meu anjo nesta páscoa!". Que bom, eu pensei!

Depois de ver essa mãe, passei o final de semana inteiro flagrando imagens emocionates, mas tendo nos pais os personagens principais. Vamos conferir:


O carinho do Edno com a Maria Eduarda. Uma emoção só:"Pensei que ela não fosse trazer alegria já que chegou num momento tão difícil, mas vendo ela nesse vestidinho, só me dá vontade de ser feliz!", me disse o empresário emocionado.


O cuidado do Jorginho com a sua filhinha, a Sofhia: "Minha comadre, eu nunca pensei que eu pudesse tão apaixonado pela minha cria. Hoje, tudo o que eu trabalho é pensando no seu bem estar", me disse esse amigo num sorriso de pai.


O carinho do Jorge com o Heitor, recém chegado à vida: "Não tenho dormido direito, nem eu nem ela, a Rórima, somos pais mesmo, de verdade, daqueles que não pregam o olho se ele não estiver realmente bem!". Emocionante!


O abraço bem dado dos filhos no Franço: "Pai, pai que bom que o senhor veio dormir com a gente!", disse aos gritos o filhote Maycon. O vereador estava em Bragança onde a Francisca foi fazer uma cirúrgia e me disse assim quando chegou: "Queria ficar com a Fran, mas os meus filhos não dormem se não estamos por perto, voltei correndo, estou cansado, vou ficar com eles". LINDO!


O abraço apertado do Waldir na Wemylli. O Waldir é um paizão, daqueles admiráveis e que é difícil de se ver - eu diria, um exemplo. Ele está um pouco doente e eu estive em sua casa pra fazer uma visita e dei um flagra nos dois aos agarros na cama: "Esse é o meu remédio, Junia!". Muito lindo!

RECORDISTA...


1200: Esta foi a marca rendida ao blog depois da postagem sobre a rotina do deputado Adamor Aires. Recebi 5 comentários no painel de recados, 3 nos comentários formais e 17 e-mail's sobre a matéria que já foi reeditada em mais três blogs. Um sucesso. Paramos o contador de visitas por conta da manutenção do Santa Luzia Ponto Com e eu fiquei feliz em saber que em três dias a nossa página teve 1200 acessos. No dia em que postamos a reportagem, recebemos 400 visitas e agora mais 800.

OBRIGADA, a todos! Valeu mesmo, de coração!