26 de março de 2010

PARRILLA, aí vou eu...


Pedindo licença para a ausência no blog esta noite pois estamos nos preparando para um giro na cidade atrás de alguns luzienses que fazem a noite na capital paraense.

Hoje é dia de PARRILLA, com o DJ Paulinho PC e do CANGALHA, com o tecladista Élison Lucena. Valeu, gente. A matéria, na segunda estará postada!

Quando eu era pequenina do tamanho de um botão...

Passando pra postar também essa outra fotinha da época em que eu era uma criancinha ainda. ADORO essa imagem. ACHO ELA TUDO DE BOM PONTO COM! Nela, estamos eu e a Jamylle, minha irmã mais nova. Quando a Janjam nasceu, eu ainda morava em casa, lá no 47, e a mamãe dava aos mais velhos a terefa de cuidar dos mais novos e eu cuidava da Jamylle. Achava ela o máximo mas enjoava também e por isso, vez ou outra, malinava com ela. Ela penou na minha mão a coitata! Eu era pequena ainda e não tinha muita responsabilidade.Mas, parece que tudo certo, a Jamylle é grandona hoje e está se formando em jornalismo esse ano. É uma menina linda, arrumada, né, Chamille?
(KKKK)



Recortei a foto pra destacar o meu rosto de menina. Acho linda essa imagem: minha boca, esses lábios gigantes, e os olhos num brilho que até hoje ainda existe. Mudei bastante, mas o formato do rosto é o mesmo. HUm...

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada...

E aqueles que olharem as fotos da minha infância e observarem os cachinhos caindo no rosto, podem se perguntar: e o cabelo da Tia Juju já foi cacheado? Sim, claro! Na verdade, meu cabelo só está assim lisão por conta do milagre da chapinha. Eu sempre tive as medeichas encaracoladas, mas odiava, muito e sempre. Tanto que, quando consegui ganhar um dinheirinho, rápido dei um jeito. Hoje, se me perguntarem como eu prefiro, digo que prefro como está porque da menos trabalho, mas me achava muito melhor com os meus cachos. saudades deles!


Olha aqui a minha cabeleira estilo fuá - O MÁXIMO, TUDO DE BOM PONTO COM!!!! Nessa época eu fazia cursinho e aderi ao penteado largado porque aqui na capital a galera andava com os cachos soltos mesmo. Eu achava legal!


Aqui com os cachos mais longos. Na época em que eu morava no 47 e as meninas de família só usavam cabelo comprido. Assim, desse jeito, até que a cabeleira se acalmava! Não era espalhafatosa como a da Helena de Viver a Vida.

25 de março de 2010

O PASSADO É UMA PARADA! ROUPAS E ESTILOS DA MODA LUZIENSE


Os anos 80 sempre acham um jeito de retornar à moda. A nova tendência resgatada da década perdida são os ombros estruturados, com ombreiras e mangas bufantes. Porém agora elas aparecem em versões mais discretas e elegantes. É o que dizem os sites de moda e tendências fashions. Mas eu tenho algumas recordações do mundo da moda de quando eu tinha uns 17 anos de idade. Todas são de roupas usadas pelos amigos e amigas lá do 47. E posso dizer com muita certeza de que todas as minhas lembranças fashion estão voltando pra moda aos poucos, o que me dá uma coisa nostálgica bem divertida, quando vejo as novidades nem tão novas nas passarelas. Lembro bem dos modelitos usados pela galera em dia de festas e badalações em Santa Luzia.


Tudo voltou, repararam? Estamos praticamente de volta aos anos 80 época em que a galera fazia a moda lá nas costureiras e quando a praça de pois da missa servia de passarela onde elas e eles desfilavam exibindo suas roupas ousadas e pra lá de inovadoras.

Mas existem duas coisas que marcaram a moda naquela época: ombreiras e cinturas altas. As ombreiras feitas de esponjas encapadas e costuradas davam o maior charme aos modelitos luzienses. E eu odiava as ombreiras e as camisas de manga bufante. Eu achava super estranho aquela coisa de ombreiras. Elas faziam as pessoas parecerem robôs: a ombreira criava a ilusão de um peitoral de aço fundido, tipo robocop!
E as mangas bufantes, lembra delas? E o que estamos vendo nesses fashion weeks da nossa vida? Que as benditas voltaram, gente! E muito mais cheias de glamour.



Nas imagenes, a tendência da moda atual e as amigas Deusa, minha irmã, e Socorro, a filha do seu Bebé na moda luziense de 15 anos atrás. Elas foram assim numa daquelas festas de formatura dos meninos do Magistério. O baile era chiquetérrimo e as meninas tiveram que caprichar no modelitos, meu bem! As duas de mangas bufantes e ombreiras – totalmente fashion. (KKKK)

E enquanto às tendências das cinturas altas e conjuntos, o que dizer dessa foto em que eu e a Fia, estávamos no maior arraso? TUDO DE BOM PONTO COM! Santa Luzia era uma verdadeira passarela e essas tendências que eles chamam de novas é tudo copia mal feita da nossa época de adolescência! Chique a gente, né? Um arraso!


Gostaram? Então que tal dá uma olhadinha nessa outra fotinha que os amigos Andréia, Desmaclim e Deuzinha fizerem depois da missa, ao lado da Matriz, numa pose pra lá de irreverente? (KKKK). A Andréia com esse vestidinho em cambraia com a manga bufante super na moda, a Deusa com essa sainha com barra em filó, e o Des, com essa blusa meio que cigano, estilo manga solta e meio que bufante - moda masculina fashion que os meninos também faziam questão de usar pra arrasar o coração das meninas.


24 de março de 2010

PERSONALIDADE LUZIENSE: TIA LAUDINA


Era dia de carnaval quando já sob o efeito das latinhas de cervejas nos dirigíamos até a sede do João, a danceteria beleza Pura. Como jê é de tradição, todos os brincantes que pulam o carnaval em Santa Luzia tem como dever dar aquela passadinha lá pelo Borracheiro para agitar ainda mais o esqueleto. Eu ia sorridente feliz com a turma quando eu a reencontrei. Algo súbito fez o tempo voltar lá para aquela é poça em que eu ajudava o papai na velha taberna e de brinde ganhava um valor igual ao que ela pedia por um mixto quente: Tia Laudina. A avó de muitos de nós, aqueles moleques que corriam por ali na avenida castelo Branco brincando de pega com carros e motos na pista, aos seus olhares atentos por detrás do balcão em madeira e vidro. Dona Laudina, senhora de sorriso fraco, voz baixa e andar lento que nos atendia meio que sem entender o nosso pedido. A comerciante Laudina, a mãe da Ana Lúcia, da Vandinha, do Vavá, do Ceguinho e da Sandra. Naquela cidade não há quem não a conheça. O mercadinho da tia Laudina foi sempre o mais requisitado, o mais visitado e o maior em variedade. Ela era de pouca conversa, poucos sorrisos, poucas vontades. Sentada em sua cadeira de dona do estabelecimento falava apenas o necessário. Papai tem uma lanchonete logo ali pertinho dela e por isso, comigo falou um algo a mais. Eu adorava ir até ela comprar biscoite recheado e ela dava o troco rindo; “Teu pai nunca vai saber viu que andas comprando coisas sem o seu consentimento!”. Eu ria pensando: “Velha desgraçada, lucra e ainda faz ameaças!”. Mas ela era algo muito além do que eu possa conseguir escrever. Havia algo nela que puxava a gente pro seu colo. Olhar de avó, de puro cuidado. Gritava de lá, ameaçando: “Não mexe aí, moleque!” . Parecia que o seu medo não era que roubássemos a sua mercadoria, seu medo me parece hoje ser aquele que não permite que façamos as coisas erradas. A tia Laudina é merecedora dessa página, por sua lida com os filhos em abdicação ao seu sucesso pessoal. É, sem dúvida, UMA PERSONALIDADE LUZIENSE. Esqueceu de si pra cuidar dos outros. Foi mãe de netos e hoje é avó de bisneto. Ela pulou etapas. Fez da solidão um castelo construído com a solidão de um outro amor que nunca lhe veio. Passei ali naquela rua ao lado do bar do macaxeiras onde está situada a casa do Ceguinho, seu filho e a vi aos balanços numa cadeira de canudos coloridos. Seu vestido de flores e seus cabelos brancos, seu sorriso doce e seus passos agora muito mais lentos, me fizeram entender que o tempo passou, ela envelheceu mais ainda e está meio corcunda, meio surda e forçou a vista pra me enxergar, mas me reconheceu: “Isso é tu, Junia. Oi, minha filha. Dá um abraço aqui em mim, meu amor, quanto tempo!”. Fiquei tão emocionada. Ela me apertou num abraço de vó, encostou seu ombro em mim meio penca e eu senti o seu coração de perto. Retribui aquele abraço com o coração meio choroso e perguntei se ela estava bem, já que eu havia noticias da tragédia que acometeu ao desespero a sua vida e a vida de muitos da sua família, e ela, sem me largar disse: “Já vivi tanta coisa, minha filha, que o que ainda me assusta é a impossibilidade de não poder fazer mais nada. O resto se eu tiver forças, eu faço!”. Soltei ela de mim e a ajudei a voltar pra sua cadeira de balanço, onde com cuidado, fui aconchegando o seu corpo pra que ficasse feliz ali. Dei um beijo na sua mão e senti aquele cheirinho de talco Barla misturado com Alfazema, cheiro de avó...É isso o que senti ao vê-la ali, sentada aos balanços leves impulsionados pelo empurrão sem forças do pé forçando o chão. “Minha avozinha, linda. Fique em paz. Deus a abençoe!”. Sai de lá em direção à festa de carnaval pensando, essa cadeira e esse endereço não combinam com ela. Alguém tem que fazê-la voltar urgente para o seu mercadinho, ali ela se sente a vontade, vendo na BR a sua vida passar como num filme lindo que sempre termina com um final feliz!

Dia Mundial da Tuberculose: 9 milhões sofrem com a doença.

No Brasil, são cerca de 100 mil novos casos por ano.
Celebrado neste dia 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose traz números nada animadores para a população mundial.  A cada ano, cerca de 9 milhões de novos casos da doença são registrados no mundo, e cerca de 3 milhões de pessoas já morreram vítimas da tuberculose, segundo dados da OMS. Estima-se que só no Brasil, 73,27 pessoas a cada 100 mil habitantes estejam infectadas pelo bacilo da tuberculose. A cada ano são notificados no país, aproximadamente 100 mil novos casos e de cinco mil a seis mil mortes em decorrência da doença.

Com os lemas "Quando inovamos, aceleramos os esforços na luta contra a tuberculose" e "Você pode parar a tuberculose, junte-se a nós", o Ministério da Saúde promove uma campanha de prevenção da doença. A medida se dá em função das estimativas alarmantes em relação ao número de possíveis contaminados em 2020. 
O mapa geográfico da doença também é preocupante: 22 países concentram 80% do número de casos no mundo. A situação é tão grave, que desde 2005, a OMS junto a outros organismos internacionais, criou o StopTB, plano que tem como meta acelerar, social e politicamente as ações de controle da tuberculose no planeta.

A meta para 2010 é reduzir pela metade as taxas de mortalidade da doença e até 2050, diminuir a incidência para 1 caso por cada 1 milhão de habitantes, fazendo com que ela deixe de ser um problema de saúde pública.

O PASSADO É UMA PARADA! FORMATURA EM MAGISTÉRIO


(KKKK) Nem escrevi e já estou morrendo de tanto ri. Existem lembranças em Santa Luzia que só de lembrar dá vontade de se espocar de tanto que é grande a sacanagem. Vamos falar agora do famoso e desejado diploma do MAGISTÉRIO. Acabar os estudos na escola Florentina era o sonho de qualquer jovem no 47. O grau de magistério era muita coisa numa cidade que naquela época não oferecia muitas opções e faculdade era um sonho distante e quase que impossível para muitos, aí, o magistério era o nosso sonho de consumo, tão esperado o certificado do Ensino Médio técnico em Magistério que a festa de colação de grau era o acontecimento do ano e aqueles que eram escolhidos para paraninfo, ficavam mais felizes que quando a escolha era feita para padrinhos de crisma (que naquele tempo, era o babado, meu bem! KKKK). Roupa de formatura costurada pela dona Adalgiza ou alugada em Capanema, anel em ouro com pedra verde, ceia de primeira, solenidade e missa em ação de graça e tudo. O negócio era sério, meu bem, chiquetérrimo. Até o prefeito era convidado pra compor a mesa (KKKK).
Numa época em que ainda fazíamos cabeçalho nas folhas de papel com pauta e a diretora era a indescritível professora Maria José, a festa contava com a presença dos pais formandos, amigos, e autoridade. Tudo como mandava o figurino e na tradição, a roupa era parte indispensável para o sucesso da festa. Modelos tirados em catálogos da Hermes, cetim e seda para o corte e costura, carreiras de botões redondos nas costas nada nuas dos vestidos das damas, modelitos com mangas bufante com altura regulável feitos com ombreiras em esponja pra dar e charme. E para os meninos, paletó, terno e gravata, tá pensando o quê? HORRÍVEL. RIDÍCULO, mas faziam o maior sucesso! (KKKK)
Não acredita? Confere aí nas fotos!

O PASSADO É UMA PARADA! OS DEGRAUS DA IGREJA



E por falar em O PASSADO É UMA PARADA, vamos recordar daquela época em que namorar atrás da igreja era tradição para nós, os filhos Santa Luzia. Aliás, os degraus ao lado da Matriz também eram um cantinho bom pra dar aquela paquerada, mas nada, nada se comparava àqueles degraus mais altos lá por trás da igreja fincados no pé da torre onde fica o sino da Matriz. Todo bom e luziense de coração já deu uma escapolidinha pelas bandas de lá pra fazer coisa errada. Errada entre aspas porque naquela época, namoro era namoro mesmo e o lugarzinho ali detrás era disputado em filas pelos meninos e meninas que entravam na juventude doidos pelo primeiro beijo. Lembro que em dia de Festa das Flores (que ocorria na Florentina), a galera chegava cedo pra guardar o lugar para os namoricos. UMA PIADA!

Está bem, está bem, eu confesso, o meu primeiro beijo foi lá em dia de baile das flores, era o Verequete (KKKK), o garoto que me apresentou o degrauzinho (KKKK). Muito engraçado!

O PASSADO É UMA PARADA! LADEIRA DO NAMORICO



Sei que quem leu a postagem acima deve está pensando: Atrás da igreja eu não namorei não, mas na ladeira que dá pro Sítio do Padre (KKKKKK). Aquela ladeira escura hein, se ela falasse, muita gente do 47 estava frita. Era mais que tradição sair da missa às escondidas para seguir por ali pela rua do Louro onde fica ou ficava a casa das irmãs. (KKKKK). A ladeira era o refúgio dos casais mais atirados, aqueles que, além de beijinhos, queriam algo a mais. Amassos e pegas-pegas entre uma moto e outra que passava pra pegar no flagra o casal enxerido que passava dos limites.

Bom, na ladeira eu nunca fui não mas a Thaisa...(KKKK) Cala-te boca, Junia!(KKKK)

E aí pode ser que um engraçadinho que esteja lendo gruite daí: "E a Torre, Junia, você esuqeceu dela!' A torre, aquela que o povo chamava de Torre da vargem, ou torre da repetidora (KKKK), impossível esquecer. Mas aí, não era namoro não, era fogo mesmo, onda de verdade, mas vamos deixar pra mais tarde essa conversa! Senão vamos começar a baixar o nível e ter que citar o campo do 46, a Maloca da Ana Lúcia, os quartinhos do Gilberto (KKKKK), o Manoel Bombom, a calçada da Florentina, o muro do cemitério....(KKK)É melhor não senão a coisa vai ficar feia!

O PASSADO É UMA PARADA: MISS FAZENDEIRA, disputa acirrada no 47

Muito bom relembrar! Muito engraçado!


Apresento aos leitores do blog Santa Luzia Ponto Com três versões hilárias do concurso miss fazendeira luziense. (KKKKKK). O concurso mais esperado que o Garota Pérola de Bragança. É isso mesmo? Quem não lembra é porque não viveu a melhor época dos grandes arraiais em Santa Luzia. A disputa entre miss Fazendeira e miss Comerciante era a atração de maior pique no IBOPE das famílias no 47. A Barraca da Santa lotava pra ver o desfile dessas meninas que defendiam na performance e nos votos o título de miss luziense. Nas fotos, com orgulho, a vencedora do concurso, sabe lá de que ano, a Corrinha, minha irmão Socorro; ao meio e não menos elegante, a derrotada Nazaré Vieira, a Nazinha, minha irmã também e que perdeu na época para a Thaisa, a representante dos comerciantes e que teve apoio dos grandes nomes do comércio luziense como o inesquecível senhor Waldir Oliveira e, por último, a também campeã, Silvia Lucena, a fazendeira do ano - também pudera né, o seu patrocinador era o inenarrável Ozório, o fazendeiro mais temido da cidade.

Manoel...aquele abraço!


Foi vendo uma dessas fotos antigas que nós sempre guardamos a sete chaves que me deparei com a saudade me invadindo desse amigo que aqui eu vos faço lembrar: O MANOEL, irmão do meu amigo e blogueiro Reinaldo.


Manoel, ou URSÂO como nós o chamávamos na época em que vivíamos naquela sacanagem de moleque lá no 47. O Manoel fazia parte do meu grupo de amigos nas idas e vindas à Cachoeirinha pelo ramal da COSANPA e nessa foto, estávamos lá na cachoeira comemorando a aprovação no vestibular do Junior, meu irmão e do Jorginho. Umas das minhas prediletas, essa imagem, porque mostra como precisávamos de pouco pra sermos feliz e ter grandes amigos.

O Manoel era magrelo e agora ganhou corpo de homem casado, ele que vive em São Paulo na grande megalópole, e já constituiu família por lá. Saudades, amigo. Fica com Deus!

É nós na fita, mano!!!!



Achamos o ônibus que traz a professora Joana Vieira numa foto expressiva na mais nova propaganda do Impacto. A Junia do Feliciano vagando nas ruas da capital paraense esbanjando um sorriso largo de felicidade. Feliciade de quem pensou vinda de um lugar tão penqueno que seria tão pequena num lugar tão grande. Estou feliz, por mim e pelos meus pais que confiaram no meu trabalho e no meu sucesso. Feliz pela minha cidade que tem tanta gente por aqui brilhando em telas maiores. Beijos!

23 de março de 2010

TURISMO LUZIENSE: uma capacidade econômica pouco explorada!


RIO CAETÉ: balneário muito visitado e que está passando pela revitalização em obras já em fase de acabamento - um investimento que, sem dúvida, vai estimular a vinda de novos turistas.


RIO GUAMÁ: margem do rio guamá que desemboca no Jacarequara ainda no município de Santa Luzia. Um lugar lindo que vale a pena conferir.


CACHOEIRINHA do Ramal da COSANPA. Belíssima paisagem luziense. A cachoeira seria parada obrigatória de quem passasse pelo 47 porque além de ser um lugar lindo é um local próximo do centro da cidade.


MURUTEUA: Balneário CORAÇÃO DE MÃE, ponto turísto dos luzienses em domingo de folgas e veriados. Excelente pedida!


TENTUGAL: ponte que corta o rio, lugar frenquentado pelo atrativo do banho e do jogo de bola que acontece por ali nos dias em folga. O rio é belíssimo, mas o acesso precisa ser melhorado.

CONHEÇA UM LUGAR LINDO...SANTA LUZIA DO PARÁ! MAS COMO?


Ramal da COSANPA: acesso ao Jacarequara e à Cachoeira



Ramal do Tentugal: boracos e piçarra dificultam o tráfego



Ramal do Muruteua: turismo dificultado pela falta de infraestrutura

É de uma leitora a crítica que recebo, e com muita tranquilidade, sobre o que ela chama de “mandos e desmandos” da administração popular luziense. Falar em política em nossa cidade é sempre um problema, pois Santa Luzia mais parece o Oriente Médio que é cheio de partidos e facções ortodoxas e exacerbadas - aquela velha historia de céu e inferno. Não me sinto à vontade pra falar sobre o assunto porque ele talvez seja o único que me irrita muito devido aos bombardeios que entre trincheiras e escoltas devemos escutar quando falamos nisso. Mas me irrita muito mais do que falar ficar calada. Então se uma leitora do blog sinaliza que algo está realmente errado, me desculpem os de direita ou os de esquerda mas eu vou escrever sim sobre o assunto. Não quero e nem tenho a intenção de atingir este ou aquele partido, esse ou aquele político, mas o problema, mesmo porque eu entendo que às vezes falta alguém apontar o alvo pra que um outro acerte em cheio.
É que certo dia, neste blog, escrevi uma página intitulada “CONHEÇA UM LUGAR LINDO...SANTA LUZIA DO PARÁ!”. A minha amiga leitora se sentiu maravilhada com as fotos que ilustram o painel da matéria. O turismo em Santa Luzia, eu reclamei, é pouco explorado por falta de políticas públicas que valorizem o lazer em nossa cidade. Falta infraestrutura para tornar o 47 um atrativo turístico de primeira, porque o município por si só tem potencial pra isso. A natureza foi generosa conosco nesse sentido e, apesar de não termos praia, como Bragança ou Salinas, por exemplo, temos uma quantidade enorme de igarapés e rios que são de dar inveja a qualquer uma cidade do interior do estado. Mas – maldito mas, conectivo de oposição e adversidade – os pontos turísticos não têm um acesso que possibilitem a exploração de nossos bens naturais. Os ramais estão sempre em péssimo estado e a ida fica impossibilitada pois as ladeiras e estradas de piçarra ficam intrafegáveis, principalmente nessa época de chuva. Estive em Santa Luzia recentemente no aniversário do meu irmão Nando e fiquei observando os igarapés do Muruteua, são lindos, rústicos e agradáveis, a comemoração foi no Coração de Mãe, um lugarzinho particular, mas onde não pagamos pra usufruir do banho gelado das águas daquele rio que passa por lá. O Coração de Mãe não é o único por ali porque o rio tem sua extensão ao longo de todo o interiorzinho que é o Muruteua. As casas de um lado do lugarejo foram todas agraciadas por um quintal de águas correntes, mas, a estrada é de piçarra bruta...e é tão pertinho da BR, um quilômetro, não custa nada levar o asfalto àquela comunidade, o asfaltamento melhoraria o turismo ali, será que é preciso a população desenhar pra que entendam? Fomos ao Tentugal onde a Vivi, a minha amiga Vitória, tem uma casa de campo, lindo o lugar, fomos até ao final da cidadela e constatamos a mesma realidade, temos uma ponte nova com um rio que passa logo a baixo dela, uma água escura e gelada, ótima para o banho, mas o bar e restaurante ao lado do lago está abandonado - talvez pelo fato da falta de fregueses devido ao acesso. O Tentuga é maravilhoso e é hoje o refúgio da classe alta do 47, gente rica que tem sítios e terrenos numa infraestrutura particular que poderia ser melhorada se a prefeitura tomasse providências. O Tentuga também não é assim tão longe da BR e é até uma questão de bom senso o asfalto naquele ramal para que o turismo pudesse ser mais explorado. O Caeté, o nosso querido balneário, está sendo revitalizado, um rio que já era lindo está ficando maravilhoso e, por sorte, tem acesso fácil pois a BR passa por sobre as suas águas. Valeu pela iniciativa, mas...o ramal do Jacarequara, o mesmo que dá acesso à Cachoeirinha é uma vergonha. São 15 quilômetros de asfalto que resolveria o problema dos agricultores que produzem a subsistência e facilitaria não só o escoamento dos produtos produzidos ali (farinha, mandioca, verduras e a criação de animais) como também a melhoria na vida econômica da população que, sem dúvida, ganharia, e muito, com o turismo. O rio Guamá passa lá no Jacarequara e é um rio bom para o banho e para a pesca, além da prática de esporte aquático dentre outros. A Cachoeirinha é linda e se bem estruturada seria parada obrigatória dos muitos turistas que visitam a nossa cidade, mas que está ao léu, abandonada.

Fica aqui explicita, portanto, e por isso, a minha crítica em relação ao assunto. É preciso sim incentivo ao lazer, assim, jovens, adolescentes e famílias deixam a ociosidade para curtir os feriados e gastar suas divisas no próprio município. É preciso gerar meios de renda para as famílias carentes e abastadas e o turismo, se incentivado, é provedor de lucros e bem estar social. A violência tem crescido assustadoramente em Santa Luzia e isso se deve também à falta de divertimento saudável e à falta de opção da sociedade! Ou tomamos uma atitude sensata ou novos problemas surgirão e outros, os mais antigos, terão conseqüências desastrosas. Fica a dica então. Sem bronca. Valeu!

22 de março de 2010

Shirley, abraços fortes, amiga. O tempo cura as nossas dores!


Abraço forte e de muito consolo também para a minha, ainda melhor amiga, a Shirley. Ela perdeu o pai recentemente e eu soube da notícia entristecida. O seu Raul era um grande homem e um luziense que vai deixar saudades. Muitas saudades!

Não pude comparecer ao velório, meu anjo, mas creio que saibas, ainda mais depois da conversa que tivemos, que te amo e que te quero bem. Deus sabe o que faz e a vida é parte de uma surpresa que nós temos a obrigação de abrir. Morrer faz parte, infelizmente.

Deus abençoe e tranquileze o coração de todos.

À dona Dica, minha mãezinha, meu desejo de que supere tudo.

Aos outros filhos e que são meus amigos há anos, meu abraço apertado.