19 de janeiro de 2010

Que surpresa boa!!!

Recebi do amigo, Reinaldo, por e-mail, já que a caixa de postagem do blog está bloqueada, uma excelente notícia sobre aquela minha "IDEIA MALUCA" de termos uma estátua da Santa Luzia em nossa cidade. O blogueiro me confirmou que é do empresário Edno Alves a ousada obra arquitetônica. Abaix, trechos do e-mail, enviado pelo amigo:


"Dia desses enquanto almoçava com o Edno em sua residência, ele me falou sobre um projeto de construir uma imagem de 15 metros de altura da nossa padroeira bem na frente da praça, inclusive ele juntamente com padre Elias já tinham até tirado as medidas do terreno e iriam entrar em contato com arquiteto-artesão amigo dele do Maranhão que trabalhava na cosntrução de estátuas de santos pelo Nordeste.

Segundo Edno, a estátua ficaria em cima de um pedestal de três metros de altura que serviria de memorial da cidade abrigando alguns objetos que lembrassem a história de Santa Luzia. Ele expôs o projeto detalhadamete par mim, dizendo que era um sonho pessoal dele que seria também sua retribuição à cidade por tudo o que ele conseguiu na nossa cidade.

Agora a pouco, depois de ler sua postagem sobre o assunto, entrei em contato com ele para saber se o projeto estava de pé e ele me respondeu quem mais do que nunca, e mais, ele assim como padre Elias querem realizar esse sonho de ambos. Perguntei o que estava faltando para iniciar a construção, ao que ele respondeu: o projeto assinado por um engenheiro e verba para tocar a obra, que com certeza é dispendiosa, mas não impossíve.

Portanto fica o registro, de que há um projeto para a construção de uma estátua de Santa Luzia em nossa cidade, e que a ideia é do Edno Alves."

Estão vendo só? É pra ideias malucas que existem pessoas mais malucas ainda.

Se bem que o Edno, que conheço e posso afirmar, não é maluco não , é um sonhador nato. Ousado, disposto e homem de muito caráter. Se disse que faz é porque sabe que pode fazer.

Abraços a você, amigo. Breve postarei a seu respeito, aguarde!!!!

EDNALDO LUCENA...


Passando pra lembrar do amigo Ednaldo que pra muitos é um empresário de sucesso mas pra mim continua sendo o vendedor de coxinha mais ilustre da cidade. A você, meu amigo, que me informaram, vez ou outra, dá uma olhadinha nos Blog's de Santa Luzia, o meu abraço apertado de mãos estaladas nas costas.

Sucesso na vida, amigo. Saúde sempre!

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA? O PRÉDIO DA PREFEITURA MUNICIPAL





E já que a discussão foi tomando gosto, resolvi aproveitar e fazer uma postagem também do prédio da Prefeitura Municipal de Santa Luzia. A prefeitura está localizada bem no centro da cidade e por conseguinte acaba sendo um dos prédios mais visíveis e fotografados do município. O prédio onde funciona o Poder Executivo é patrimônio do município desde a sua fundação, mas antes mesmo de ser a sede da Prefeitura, abrigava o mercado municipal – sabem, os que moram a mais tempo na cidade, desde quando ela ainda era vila, que a feira que hoje acontece nos arredores do terminal Rodoviário, acontecia às margens da BR, ali na avenida Castelo Branco, ao redor da pracinha da igreja, as baiúcas, inclusive, eram armadas também por ai, bem no coração da pequena cidadela – é bom lembrar que o prédio também abrigava a sede dos correios. Com o tempo, o lugar foi ganhando jeito de cidade e a paisagem foi ficando muito poluída, assim que a feira e o mercado, bem como as baiúcas foram deslocadas para outros pontos onde estão até hoje. O prédio da Prefeitura foi reestruturado no Governo Juracy Araújo e ganhou dois andares no governo Nato Costa. Mudaram a cara do prédio e, sem dúvida, a cara do centro da cidadezinha que anda se modernizando aos poucos. Hoje, o prédio abarca não só o gabinete do prefeito como também as secretarias municipais.


Compare as imagens e verifique as mudanças. O Prédio da Prefeitura, portanto ,é o postado aqui como uma mudança positiva para a cara da cidade.

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA? CÂMARA DOS VEREADORES





É de um amigo e leitor do blog a dica para postar o texto sobre o prédio da Nova Câmara Municipal de vereadores em Santa Luzia. No espaço “O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA?”, abrimos um fórum para as novas visões a cerca das modificações estruturais nas avenidas e bairros da cidade. Eu não havia comparado ainda, mas a mudança é realmente gritante: o antigo prédio que abarcava os serviços da antiga Câmara Municipal, onde hoje está localizado o mercado do Marcos Leal, além de ser um local dispendioso para a prefeitura do lugar, pois era alugado, não apresentava sinais de estrutura exigida por um órgão desse tipo.O novo prédio, situado nos arredores do novo bairro, fica por detrás do Posto Leiciane e é moderno, bonito e próprio do patrimônio do município.
Veja nas fotos a diferença entre um prédio e outro e confirme que a nossa Câmara dos Vereadores ficou, sem dúvida, melhor e mais digna do órgão que representa. Quero expôr aqui, o nosso agradecimento ao leitor que não se identificou mas contribuiu para mais essa postagem no nosso blog.
Lembrando que o novo prédio foi idealizado pelo então deputado Adamor Aires que, na época, era presidente da Câmara Municipal e, sem dúvida, modernizou todo o sistema legislativo da cidade. A inauguração do prédio ficou por conta das honras do Prefeito Mico, na época, o prefeito em exercício no município. Valeu a dica então. Obrigada pela sugestão e parabéns aos idealizadores desse grande projeto.

Quem sabe um dia poderemos ter uma estátua da santa lá na entrada da cidade né?





Pensando no pedestal e na saudade da santinha lá da praça me ocorreu uma ideia louca: Por que a cidade não ganha de presente uma estátua da santa Luzia, a sua padroeira? É, uma estátua daquelas gigantescas que marcam a memória dos motorista que rasgam a Br 316 rumo ao nordeste ou Maranhão? Nada mais justo. Seria uma homenagem interessantíssima!!! Viajei em julho para o Maranhão e lá tem duas cidades menores que a nossa e já ganharam uma estatueta linda da santinha dos olhos de luz: santa Luzia do Paruá e Santa Luzia de Pinheiro. Não é inveja não mas eu acho que ficaria legal! Vamos ver se alguém pensa nisso...


Acima, imagens das cidades maranhenses: a estátua de Santa Luzia do Paruá fica num pedestal onde sua base guarda uma linda capela em homenagem à santa. Em Pinheiro, a Santa Luzia fica na praça num pedestal de esquina com a igrejinha. Ambas têm mais de 20 metros de altura e são belissímas. Estive nas duas cidades e as astátuas me deixaram numa paz maravilhosa. Na foto, eu ao lado da imagem gigantesca quando em viagem para São Luís do Maranhão.

Pedestal da Santa, por onde ele anda?





Foi sugestão de um leitor a ideia de postar a imagem da santinha que ficava lá na praça da igreja matriz. É que ela foi a minha primeira postagem das coisas que precisam ser mudadas ou não na nossa cidade. Bom, eu, de fato, não tenho nenhuma imagem dela em fotografia, mas postei uma foto onde podemos enxergá-la mais ou menos, aí, recortei pra ver se vocês lembram e matam a saudade.
A santinha ficava bem no centro da praça quando ela inda tinha os canteirinhos com flores e capins, uma arquitetura antiga que foi modificada na administração do ex-prefeito Juracy Araújo, restaurada na administração Nato Costa e agora praticamente reestruturada pelo governo Louro. Foi na atual administração que tiraram a santinha de lá, eu realmente não sei o motivo já que aquele pedestal era uma imagem que caracterizava a pracinha, era calçada também para os grupos de amigos na saída da missa e era por trás dele que as crianças brincavam de pira-se-esconde. Senti falta dele no dia em que estive lá na missa da procissão de Santa Luzia, o lugar estava vazio e uma árvore de natal colorida ocupava o seu lugar. A árvore era linda e brilhante, mas senti saudade da santinha. Uma pena!

Enfim, deu as caras o meu amigo anônimo – quer dizer minha amiga.


Passei pelo Blog do querido Reinaldo e li teu recado amiga, você que de crítica às minhas postagens passou a ser a mais ilustre visitante desse “ISENTO” blog. Aceitaste o meu convite de perder tempo por aqui e eu agradeço. Respeito a sua opinião ainda mais agora sabendo que é da classe dos meus – a dos professores. Compreendo os seus motivos de permanecer no anonimato e agradeço a participação nesse nosso espaço. Sou do 47, sei como é, também morei aí um certo tempo e já estive subordinada aos desmandos da prefeitura, não desta administração mas de outras. Já fui perseguida também e tenho isso gravado, meu irmão é vereador em Santa Luzia e em suas campanhas anteriores eu tive que engolir muita coisa, mas entenda,não estou aqui pra falar mal ou bem de qualquer político que seja. Não estou isenta de qualquer coisa ou ideia ou critica. Só quero fazer algo diferente, a política não é o único tópico de discussão de um município por menor que seja ele. Santa Luzia tem muitas coisas boas e devem ser mostradas - é o que eu quero. Não quero deixar que minhas ideologias superem as belezas e imagens que o mundo precisa conhecer da nossa cidade. Não sou e nem pretendo ser intelectual: estudei, trabalho e, como todo brasileiro, vivo aperreada com as dívidas. Este blog foi uma ideia que me veio depois que o Livro que escrevi “Maria de Moura:a mulher que passou do céu” deixou em meus amigos uma saudade danada de uma cidade limpa de desavenças políticas que não dão em nada. Você que mora ai, que está convivendo de perto com a nossa gente, com a nossa história e até mais do que eu, já deve ter percebido nesses anos todos que é a mesma coisa sempre. Entra e sai ano, brigas e empurrões políticos, raiva que divide amigos, brigas que separam família por uma coisa que realmente só interessa aos poucos. A população mesmo, só participa do ato do voto, o resto você e eu já sabemos. Então pra que gastar a nossa lábia com coisas tão poucas? Não, enalteceremos a nossa cidade. Falemos dela. Mostremos ela ao mundo. Divulgaremos o nosso povo. E, claro, brigaremos por nosso direitos. Amigos, amigos, política à parte. A política não é maior que nós, os seres humanos. O prefeito não é mais importante que o povo. Os verdadeiros amigos votam em legendas diferentes quando há respeito. E você, deve me conhecer, és professora, e eu também, assim como você, fiz magistério nas salas da Florentina com muito orgulho. Fui professora do CEPEV aí, vim pra Belém pra tentar sair dessa intriga que hoje eu vejo como desnecessária e, graças a muito esforço, cursei a Universidade Federal do Pará e hoje trabalho numa grande escola aqui na Capital. Não sou sua inimiga, não sou petista nem peemedebista ou democrata: Sou cidadã, Brasileira e luziense. Não quero estar aqui com a mesma ideia de quando morava ai. Não, as coisas mudam. Eu sou livre e por isso resolvi aparecer, dar a cara para os tapas e não me intimido com as críticas, sejam elas suas ou de qualquer pessoa, porque sei que é assim que as grandes discussões começam. È quando um fala e o outro discorda que chegamos a um consenso e só assim poderemos discernir o certo do errado. Não puxo o saco desse ou daquele político porque sei que posso ser amiga de todos e tem sido assim. No lançamento do meu livro eu fui apoiada pelo prefeito Louro, foi ele o meu maior patrocinador, mas na Barraca, durante o leilão, o deputado Adamor Aires arrematou um único exemplar do meu livro por cem reais. Fiquei feliz. No dia anterior, no aniversário da cidade, eu discursei no palanque da prefeitura e no outro dia de manhã, autografei para o Adamor escrevendo apoiada em suas costas, que ele, gentilmente, me ofereceu como apoio para escrever. A noite, estive na praça, era leilão, abracei o padre, dei beijos no Ednaldo Lucena, meu amigo admirável e que amo, bati fotos com a professora Vanda e o seu marido e vereador Neguinho do Coco, posei para o álbum do empresário Edno Alves que amo muito também, almocei na casa do Gedson com a Aila, visitei a minha madrinha que mora junto com o vereador Franço, tomei cerveja com o Edson Martins e autografei, ainda à noite, para a Lucia Machado, o Edson Farias e o Tião Oliveira, além do que sou irmã do vereador Nando, não se esqueça! Por isso, por esses e outros motivos, a política, no meu caso, não interessa muito. Só para comprovar o que digo, aqui em Belém, sou assessora do vereador Augusto Pantoja do PPS porque ajudei o amigo na campanha com meus alunos, mas sou filiada ao PSB e nunca votei no Cássio Andrade, porque nas última eleição, o meu deputado estadual foi o Adamor Aires, filho da minha cidade, seria injusto com as minhas raízes, você não acha? E se precisa de mais alguma coisa pra acreditar no que digo, só mais essa última informação, há três pleitos eleitorais que não voto por ai, é que transferi o meu voto para Belém por motivos de trabalho e residência. Talvez nas próximas eu volto, não sei ainda, vou pensar. Enfim, esse blog não tem interesse políticos é uma idéia para engrandecer o que queremos e pensamos sobre o lugar em que vivemos. Dos políticos, quero apenas a amizade e a visita por aqui, é claro.
Obrigada então professora por ter engrandecido as discussões desse espaço e seja sempre bem vinda - com ou sem rosto. Faça a sua sugestão. Dê a sua opinião porque o nosso intuito é sempre, sempre melhorar!

IGREJA DA MATRIZ



A igreja da Matriz é de tradição católica e sempre esteve presente nas caminhadas da pequena cidade tanto que um dos motivos de seu nome foi a homenagem feita à Padroeira Santa Luzia, para a qual durante uma época eram realizadas duas festas de arraial por ano: uma em 24 de junho, a festividade de São João Batista e outra no dia 13 de dezembro, em comemoração à Santa Luzia, a virgem de olhos de luz. As comemorações religiosas eram assim estabelecidas quando os Vigários responsáveis pela paróquia eram o Padre Amos, Paulino Catel, José, Otacílio e Gerinaldo. Mas, com a chegada do Padre Rafael, um sacerdote italiano, houve uma mudança nas tradições, a festa de São João ficou reduzidas apenas às brincadeiras juninas e a de Santa Luzia foi modificada, tendo parte de seus costumes redefinidos como as bebidas das barracas, a concorrência de misses e outros. Mais tarde, com a vinda do padre Manoel Filho e João Ribeiro, os fiéis passaram a participar das organizações religiosas. E hoje, com a chegada do Padre Elias, além das festas de Santa Luzia estarem mais bonitas, agora, temos o Círio de Nossa Senhora de Nazaré num domingo de setembro.

O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA?




Estamos lançando, a partir de agora, um novo espaço para a sua diversão aqui no Blog: Chama-se “O QUE MUDOU e O QUE PRECISA MUDAR EM SANTA LUZIA?”, uma espécie de fórum onde os nossos leitores, moradores e visitantes possam expresar sua opinião a cerca das mudanças que aconteceram e que deveriam a contecer em nossa cidade. Mudanças de tradições que achávamos importantes e que sumiram assim, sem mais nem menos. Mudanças de eventos que marcaram épocas e histórias e que hoje já não existem mais. Mudanças de ruas, prédios e tudo aquilo que é a cara do 47 mas que tem sido ou não valorizado pela Prefeitura ou mesmo pelos moradores. Não queremos aqui, claro, confundir ideias com política. Reclamar é um direito mas, sem ofenças, porque essa realmente não é a minha intenção. Então, todos que quiserem, podem participar. É só mandar o seu recado pelo Blog ou pelo e-mail joanadarcvieira@yahoo.com.br que eu faço a postagem para a página.
Bom, como alguém tem que começar a brincadeira, eu me arrisco a escolher uma imagem que sei, é o cartão postal da cidade, e que, pra quem não lembra, sofreu uma transformação enorme ao longo do tempo, e pra melhor, é claro: A IGREJA DA MATRIZ. Sei que a paisagem de hoje é mais moderna e contemporânea, mas eu sinto muita saudade da época em que a igreja era mais rústica e simples. Paredes revestidas em lajotas e portas gigantescas esculpidas em madeira de lei com inscrições bíblicas - ainda lembro. A faixada da Matriz parecia um castelo medieval com traços artesanais de dar inveja e era a cara do Padre Rafael. A igreja está mudada e muito mais moderna e eu não sou contra a essa mudança, mas se eu pudesse escolher, pediria que a santinha do meio da praça voltasse, ela faz falta lá no seu pedestal cor da igreja, presa na sua casinha de vidro tão bonitinha. A igreja está ótima, mas está faltando a santinha lá na praça, aquela imagem era tradição da cidade...então, se eu puder sugerir, tragam a santinha de volta, por favor!

18 de janeiro de 2010

DÊ AS CARAS MEU AMIGO ANÔNIMO


Estive lendo o Blog Santa Luzia On Line, do amigo e professor Reinaldo. O blogueiro que é meu amigo desde a infância, está fazendo a divulgação do meu blog, recém inaugurado. Muito bom, estou lisonjeada pelos elogios e pelo espaço dado a mim pelo amigo. Sou leitora assídua do blog que, inclusive, acho o máximo e foi lá que encontrei um recado que era direcionado a mim, essa luziense iniciante nesse mundo de blogosfera. Abaixo, a transcrição fiel do comentário do leitor (anônimo) para que todos do meu blog tenham acesso às suas idéias.

“Começou mal essa metida a intelectual. Metida, apenas. Muita coisa falta, ainda, para chegar a tanto. E começou mal ao editar elogios a uma das figuras mais torpe e dissimulada que sangra o pobre dinheiro público de Santa Luzia,o nosso 47. Cadê o espirito contestador da dita cuja vereadora para denunciar o seu "cumpanheru" Louro e sua quadrilha de malfeitores que tanto tem prejudicado o municípío. A Vereadora Machadinha não denuncia porque é uma das figuras que participa da bandalheira escrachada que só tem contribuido para aumentar a miséria de nosso povo.
Nota zero ao "isento blog",que já está fadado ao insucesso,também pelo caráter personalista de sua "criadora". "
18 de janeiro de 2010 16:14

Estou começando agora no Blog, mas tenho anos de trabalho e desde que morei em Santa Luzia, sempre fui muito polêmica - seja na política, seja na vida pessoal. Adorei o recado e gostaria de agradecer ao leitor que escreveu pois sei que, a partir de agora, vamos “bombar” no blog. A polêmica é a alma do negócio e eu agradeço a promoção, se penso e por isso escrevo e alguém critica é sinal que alguém está lendo os meus textos. E eu fiz pra isso, pra divulgar, se fosse pra ficar no anonimato, não precisaria criar um blog, vocês não acham? Então, poxa vida, senhor seu anônimo, achei seu texto tão bem escrito, tão bem formulado, da próxima vez, saia detrás do armário e mostre a sua cara, quem sabe não poderemos discutir assim, às claras. Seria um prazer. Bem vindo, amigo, mesmo sem nome, sem endereço e sem coragem, eu gostaria de tê-lo mais vezes por aqui, perdendo o seu tempo comigo, essa sua amiga pseudo intelectual. Bom, enquanto à vereadora Lúcia, eu sabia que um texto sobre ela daria o que falar, não é à toa que iniciei com ela. Afinal, o blog precisa de IBOPE, NÉ? Por isso, não estranhe o texto da próxima semana que tráz o Deputado Adamor Aires como Título, esse amigo que eu admiro e adoro. Até breve, amigo anônimo e aos outros...UM GRANDE ABRAÇO!

Ao meu amigo Rey


Quero deixar explícito aqui a minha admiração pelo amigo, professor e blogueiro, Reinaldo. Sou escritora e professora, além de ser filha de Santa Luzia, e adoro e admiro o que esse amigo anda fazendo em relação a divulgação do município. Seu blog está sempre atual, moderno e polêmico. A polêmica, caro amigo, é sempre boa para desenvolver as discussões em prol de novas ideias e conceitos. A primeira vez que escrevi um livro vendi mais do que esperava porque o assunto gerou polêmica: o brega na sala de aula. Polemizar faz parte do interesse individual e coletivo, desenvolve o dialogo e o pensamento critico, quer a favor, quer contrário aquilo que discutimos. O Reinaldo é um cara polêmico. Na profissão, na vida, nas palavras, mas graças a ele as discussões saem das pequenas rodadas e ganham o mundo. Falar é um dever daquele que tem, na lei, o seu direito. Gosto do Reinaldo por isso, porque ainda que muitos achem-no errado, chato ou exagerado, pelo menos, ele dispõe de ideias que edificam a sua posição e seu senso critico, mesmo que não seja o mesmo do seguido pela grande maioria. Afinal, nem todos devem ou precisam falar e pensar igual, é nisso, enfim, que está fundamentada a democracia: em saber e respeitar o interesse e a opinião do outro. O Rei andou visitando o meu blog, está divulgando e prova que tem personalidade de compreender que fazemos parte da mesma ideologia: divulgar, polemizar e difundir a nossa cidade: Santa Luzia. Agradeço a visita, Rey, esteja sempre por aqui, prometo que num dia desses vou escrever um texto especial só pra você que , sem dúvida, é uma pessoa já considerada personalidade da nossa terrinha. Assim mesmo do jeito que você é, amigos são pra isso mesmo, pra amar e respeitar: independente do credo, da raça, da opção e do partido, claro! Deus o abençoe, amigo. Estarei no seu blog sempre também que é pra ficar mais perto dessa cidade que eu amo e que indiscutivelmente é maravilhosa!

16 de janeiro de 2010

HÉLIO MARTINS: HOMEM DE PERSONALIDADE


Dia chegando. Beatas, comerciantes e padeiros vagam nas estreitas ruas da pequena cidade. Papai acordava a gente cedinho para buscar o pão no japonês e também para os afazeres da taberna. O dia mal amanhecia e eu era uma das poucas crianças que circundava por lá. Devagar, e ainda limpando os olhos, ouvia de longe a buzina do carro dele, um caminhãozinho branco de gaiola em ferro, onde os bois vinham tristes para o matadouro. O barulho dos pneus arranhavam o silêncio da Avenida Castelo Branco em frente à Igreja, ele passava apressado com a buzina gritante disputando o ruído com o mungido do gado vivo dentro do cercadinho da camioneta chorando pelo bovino já morto partido em quatro que vinha pendurado pelo lado de fora nuns ganchos de ferro...Era ele, seu Hélio Martins, marido da dona Albertina, professora e mãe da Thaisa, da Andreliza e do pequeno Júnior. Seu Hélio era um senhor baixinho, dona Albertina era mulher do tipo popozuda, mas pra ele, que tinha um caminhão, o exagero das formas da esposa não era problema, pelo contrário, o baixinho mostrava muito orgulho: não era à toa que os dois andavam de mãos dadas, mesmo com tantos anos de casados. Ele parecia fazer questão de mostrar que dava conta do recado. Leilão na Barraca, os dois estavam lá, passeio no Caeté e o casal se esbaldava a beber a sua cervejinha. Ainda lembro das viagens que fazíamos ao terreno do seu Idelbrando. Seu Hélio gostava de mim, eu era amiga da Thaisa desde pequenina, freqüentava a sua casa e comia altos churrascos por lá. Ele era homem exagerado e os almoços, principalmente aos domingos, aconteciam sempre na maior fartura - talvez porque ele fosse, na época, o açougueiro mais famoso da cidade. Bom, só sei que, quando a carne sobrava de um dia pro outro, o danado ordenava a festança e eu adorava. Recordo das vezes em que voltávamos da Florentina e parávamos na casa dele, na casa cumprida havia uma cozinha grande com um frizer onde as carnes ficavam congeladas pra não estragarem e a Thaisa fazia a farra conosco. Era uma felicidade só. Seu Hélio era um homem bom, honesto e conhecido. Foi preso injustamente por receptação de carne de gado roubado e a cidade ficou sem acreditar, todos sabiam de sua índole e personalidade. Pai exigente, tradicional, não admitia ser desrespeitado. Marido eficaz, era apaixonado e adorava fazer os divertimentos com a mulher. Filho do seu Elói e de dona Zefinha, ele, definitivamente, não pode ser esquecido. Personalidade luziense que deixou saudade para os que frequentavam a rua Magalhães Barata e sempre o encontrava com aquele sorriso largo e sínico. Baixinho arretado, tido como um homem influente e de boas economias, era gastador, adorava uma cerveja e depois do trabalho era ortodoxo no descanso da tarde. Seu açougue ficava próximo da sua casa, ali mesmo nos arredores da Praça da Matriz, e por isso todos o conhecia. Ele e suas tradições meio loucas: o varal de carne salgada, o tôco antigo onde ele cortava, no machado, o osso do gado, a balança de peso enferrujada, o guardanapo manchado de sangue sempre no ombro nu, pois não trabalhava de camisa nunca, os óculos indiscretos que usava, o jeito único de cuspir, forte, seco e mirante – às vezes cuspia na gente só de sacanagem. E ria zombando da meninada que passava por aquela calçada larga pintada de vermelho pelo sangue da carne. Um dia me deu uma surra por engano pensando que eu fosse a Thaisa, me viu de bobeira do outro lado da pista, mandou o sarrafo e depois pediu desculpa rindo da maneira como eu chorava... "Chora direito, menina, essa moleca não sabe nem chorar!!!”. Seu Hélio era uma piada! Hoje, ele não está aqui entre nós mas gostaria de dizer que eu só conclui que já tinha aprendido a chorar, quando soube que ele havia morrido. Lembro do dia daquela triste notícia. Um acidente, uma fatalidade, sei lá o quê, mas o 47 vestiu luto naquela manhã. Não sabemos ao certo o que ouve com o carro, nem com o motorista quando na perda da direção do automóvel, mas aquele abismo às margens da BR 316, tirou da gente um grande homem, um grande pai, um grande cidadão, um coração luziense. Quem dirigia a parati era o Pedro taxista, que distraído, admirava-se do amigo que contava os bolos de notas organizando-as em ligas amarelas para o depósito bancário. Descuido, imprudência, velocidade...não interessa, importa que entre notas de cem, abelhas e troncos de árvores, o 47 perdeu um morador ilustre. Seu Hélio: Hélio Rubens Martins da Silva, 37 anos e muitas boas lembranças. Saiba, o senhor, seu Hélio, faz falta. Falta para os que sorriram e viveram aqueles bons momentos de conversas e gargalhadas. Falta aos seus filhos que, sem dúvida, nunca mais foram os mesmos desde a sua partida. Falta àquela rua, àquela casa que até hoje ainda tem a sua cara. Falta à sua esposa que teve sozinha que segurar toda a barra e as dificuldades de prosseguir só. Falta a essa cidade que hoje carece de pessoas assim, exatamente como o senhor: cheia de graça, de audácia, exemplo e muita, muita coragem. Fique em paz, esteja com Deus e que a memória desse povo conserve viva a sua imagem, pois o senhor, seu Hélio, realmente, merece!

15 de janeiro de 2010

CARNALUZIENSE....ÔBA!!!!!!






Bom, o carnaval está chegando e dentre muitas opções no território paraense - Cametá, Curuçá e Vigia - eu vou mesmo é me esbaldar no 47, a minha querida cidade de Santa Luzia do Pará...Estou indo pra lá no dia 12 de fevereiro pra aquecer o corpo e a garganta. Ano passado estive por lá e foi TUDO DE BOM PONTO COM...Por isso, este ano vou repetir a dose! Acima algumas fotos do CARNAVAL 2009 para matarmos a saudade!!!!

14 de janeiro de 2010

LÚCIA MACHADO: UM MITO VIVO


Eu ainda nem sabia o que era oposição quando ouvi falar e conheci a jovem atriz Lúcia Machado. É. Atriz! Nós do km 47 bem que sabemos que os pisos e paredes do Salão Paroquial guardam grandes histórias dos tempos em que ela foi personagem principal. Naquela época as comemorações religiosas que envolviam o calvário, a morte e ressurreição de Cristo, em dias de quaresma, eram comemoradas tradicionalmente na Barraca da Santa que ladeava a igreja e a praça da Matriz no 47, a cidade de santa Luzia do Pará. Alí, na Semana tida como Santa acontecia a peça teatral “Paixão de Cristo” interpretada pelos jovens atores da cidadezinha - Nego do Manelão, Edson Martins e sua namorada, a Rosana, Jorge Cirino, Manoel, Antônio Moura, Adelson, Louro, Corrinha do Feliciano, Elder e a Lúcia Machado – a galera que assumia o papel, a direção e a produção do evento. Eu ainda era uma criança mas daquela desconfortável cadeira de madeira eu assistia a tudo abismada e já sabia do potencial artístico daquela juventude que arrancava aplausos, risos e lágrimas da plateia boquiaberta com as suas atuações. Mamãe é beata participante e atuante da igreja e aquela noite era promovida pela Paróquia juntamente com a Pastoral da Juventude – financiada pelo padre italiano Rafael, por isso todos nós íamos assistir o evento. Assim que, conheci, vi e admirei a jovem e inesquecível Lúcia Machado, que, na pele de Maria Madalena, prostituta defendida por Jesus, enxugava aos prantos o rosto de Cristo ao som de uma música interpretada por ela mesma “Por que você o matou? Porque você o matou? Homens cruéis como é cruel a tua luta...”. Dali, do pequeno palco de madeira com luzes, atores e cruzes improvisadas, eu cresci acompanhando a sua labuta diária. A garota do palco das ilusões partiu para as transformações e desejos reais, a realidade. Ganhei idade ouvindo a Lúcia nos palanques. Me tornei adolescente escutando os seus projetos, defendendo os seus ideais. Fui mulher crendo na sua justiça e ganhei o direito de voto querendo também os seus planos. Era bonito ver aquela jovem de cabelos pretos e rosto sofrido desabrochar de uma cidade tão pequena e sem ter cursado a universidade, mas tendo desenvolvido tanta disposição para o conhecimento. A Lúcia é autodidata. Aprendeu com a vida a defender os mais carentes. Criou inimigos buscando o utópico e por ter brigado por lutas que nem eram suas mas que aceitou como sendo. Mulher de fibra, a Lúcia provou a nós que a mulher realmente não é o sexo frágil. Poucas foram as vezes em que eu a vi numa vida normal, passeando com o filho e com o marido. Seu cenário sempre foi o palanque: seja no chão, em cima de um caminhão, por cima das calçadas, ou mais tarde nos holofotes modernos de um Trio Elétrico, ela fez história nos seus discursos e palavras que ecoaram a quilômetros de distancia nas vilas e becos dos interiores do 47. Microfone, garganta, público e um monte de sonhos e planos saiam da cabeça da menina luziense engajada politicamente. “Comunista”, insultavam alguns, “Doida”, gritavam outros, “Exagerada”, arriscavam os mais tímidos. Não importa, ela sabia ser objetiva na sua briga. Socialista, petista, comunista, Lulista...não interessava, importava que ela era do contra, que o povo soubesse que era o nome da oposição, que não concordava com o sistema da situação. Admiro a Lúcia por sua coragem, ser mulher e petista numa cidade como o 47 não é pra quem quer é pra quem tem realmente coragem e ela mostrou, nesses anos todos, pra que veio. Tornou viva a memória de Quintino. Militante e respeitada por sua luta em favor do meio ambiente, ela tema cara do Chico Mendes. Embricada nas desobrigas da política e da igreja defendeu os mais pobres, os ruralistas, conviveu na Cidapá, organizou lutas em prol dos sem-terras, organizou movimentos rurais, sindicalizou o povo das brenhas do Bacaba, Piritoró, Enche Concha, Fuzil...A Lúcia tem jeito de Capitão Lamarca, e sonha como o Lampião. Defensora dos cidadãos da zona rural, participou das reivindicações das associações todas. É conhecida quando a discussão envolve os direitos da mulher, pois luta pela ala feminista. Para os que não sabem, a luziense Lúcia Machado, a pequenina mulher de sorriso largo e vermelho atuou ativamente na emancipação do município de Santa Luzia quando da briga para o separatismo de Ourém, pois já militava no partido comunista. Ainda muito jovem, era engajada politicamente na época em que o nome de Socorro Gomes era um dos mais influentes da política feminista do país. E, é por isso que, na história de nosso Município, esse é um dos nomes que não pode faltar como sendo uma personalidade porque ela, a Lúcia, definitivamente marcou a nossa história e merece ser homenageada: foi a única candidatura aceita e eleita nos anos todos de existência do município de Santa Luzia, única mulher com cinco mandatos consecutivos e de expressiva votação e aceitação popular, o nome, a marca mais conhecida entre os vereadores do estado do Pará, a única mulher e política a ser condecorada com honras e premiação expedida pelo governo estadual e federal na região e um dos poucos nomes políticos nunca envolvidos em escândalos de roubo e corrupção no Brasil. Mãe, mulher, esposa, política, militante, idealista, honesta, vereadora e outras coisas mais. A Lúcia é mulher de personalidade forte e de ideias consistente, soube ser oposição até quando foi da situação. Admirada, odiada, cultuada e vaiada, não deixa dúvidas: sem sua participação, Santa Luzia, suas lutas e buscas sociais, não seria a mesma. Então para aqueles que a odeiam ou a criticam, nada contra, mas numa coisa todos hão de concordar...se não conseguem amá-la como pessoa... RESPEITEM pelo menos a sua história pois não é todo dia que encontramos uma mulher assim... com um currículum desses.

10 de janeiro de 2010

Findi...




Recebi, este fim de semana, a visita inusitada de uma turma pra lá de animada vinda diretamente do quilometro 47, minha cidade de Santa Luzia do Pará. Passamos um domingo maravilhoso relembrando histórias da época em que as reuniões eram feitas na maior alegria em dias de visita a nossa terrinha. Pense foi tudo de bom. Gostaria de registrar aqui a minha felicidade em ter recebido dentro de casa, aqui em Belém, a galera que alegrou o dia, a tarde e a noite de um domingo com muitas risadas, abraços e loucuras ao som de muito forró, no forrar de barriga regado a churrasco, feijoada e muita farofa.
Até mais gente. Quando quiser é só avisar que a casa verde estará pronta pra recebê-los.
OBS: Abraço ao meu amigo Fredson, à Liliam, à Érica, a Juliana e seu namorado, um amor de pessoa, e à minha amiga Neguinha...Valeu!